Às vezes a gente esquece que multimídia é multi mesmo, e não só foto-vídeo-texto-áudio. Acabo de ler, tardiamente, Persépolis, da iraniana Marjane Satrapi. Coloco ao lado das grandes reportagens em quadrinhos que li, como Maus, de Art Spiegelman, a melhor história que já vi sobre o Holocausto, Gen – Pés Descalços, a versão japonesa da II Guerra Mundial e dos efeitos da bomba atômica (tão bom e punjente quanto Hiroshima, de John Hershey), Joe Sacco e seus livros sobre a Palestina, Sarajevo e os Bálcãs, a história da Comuna de Paris com O Grito do Povo, e Pyongyang, de Guy Delisle, que apesar de ser uma visão beeem ocidental – pra não dizer capitalista – dá uma boa idéia sobre a Coréia do Norte.
Persépolis estréia nos cinemas brasileiros no mês que vem, como uma animação. A história é a biografia de Marjane, misturada à história do Irã. Aos dez anos, ela vê o regime xiita subir ao poder e fala das mudanças que ocorrem em sua vida – e na de seus familiares, amigos e vizinhos. Pra nós que vivemos onde notícias sobre o Irã só chegam por agências internacionais carregadas de tintas ocidentais, é quase como ler sobre outro planeta. Quase li tudo de uma vez só.
Pensar em jornalismo multimídia é pensar não apenas TV-Rádio-Texto. As artes gráficas também podem se transformar em belos relatos jornalísticos.
Site oficial de Persepolis, para ver o trailer da animação.
Nossa André, Persépolis foi uma das melhores animações q vi nos últimos tempos. Dos quadrinhos, li o último livro. Um traço fantástico, ácida (como a autora) e divertida ao mesmo tempo.
Agora, vou te confessar que não sei se posso considerar que é jornalismo…ai, ai,…a velha história dos gêneros…se aproxima da “reportagem”, em quadrinhos e mesmo comparando com o Joe Saco…primeira pessoa, um olhar fortemente subjetivo pela representação, não implica “apuração”,…será que estou sendo dura? Os franceses diriam que sim.
Ei, André… saiu a Rolling Stone deste mês aqui em São Paulo. Fiz um post sobre nossos textos.
Ótimo cometário, Lia – e acho que talvez tenha razão. Quando escrevi o post (e quando li todos esses quadrinhos), fiquei me questionando o quando de cada um deles podia ser chamado de jornalismo. Mas sempre me vinha à memória o Rodolfo Walsh, Truman Capote, e seus colegas do new journalism. Capote, inclusive, me parece que admitiu ter usado inclusive alguns recursos “imaginativos” da literatura para escrever A Sangue Frio. E pensando mais: o quanto a experiência individual não pode ser considerada para fazer jornalismo? – vide o caso dos cidadãos-repórter. Tempos líquidos esses, como diria o Baumann, difíceis de “generalizar”… A propósito: já saiu Persépolis nos cinemas?
Milani: mais uns quinze dias até a RS chegar aqui na roça…
Prezados Senhores:
Faço histórias em quadrinhos. Tenho o mais novo trabalho, feito em parceria com o conhecido autor, escritor e jornalista Gonçalo Júnior. Buscamos uma editora que publique. Enquanto isso, estamos divulgando o material.
Prévias que podem ser vistas no You Tube:
1) A Cabeça da Noiva
2) Quebrando as Regras do Jogo-BOPE
Nota:
Temos mais de 3000 acessos.
Obrigado.
Leônidas Grego
O nosso trabalho, com o BOPE – que foi no cinema A Tropa de Elite, em nada tem a ver com o filme, infelizmente, fomos atropelados pela telona- o que em nada nos impedirá de lançar tel material. Haja, visto que é uma idéia antiga, com cerca de 8 anos, já. Tenho mais de 06 roteiros rabuscados, e finalizo o primeiro que escrevi. Tenho material para mais ou menos 06 álbuns, de hq longas, com mais de 68 pg. Este, que finalizo tera 124 páginas, mais ou menos.
Leônidas Grego
Leônidas Grego