Rio de Janeiro – Autorretrato

Publicado em 02 de agosto de 2011
Por Andre Deak

Rio de Janeiro – Autorretrato é o trabalho mais recente do webdocumentarista Marcelo Bauer, que já fez também outros trabalhos interessantes, como o Filhos do Tremor, sobre crianças do Haiti.

Dessa vez ele relata “as histórias de um grupo de jovens fotógrafos moradores do bairro da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, que se ocupa em narrar sua vida num cenário de contrastes”.

Três fotógrafos foram selecionados para registrar o dia-a-dia do bairro, em imagens incríveis.

O formato escolhido foi uma apresentação multimídia em Flash, num modelo site-reportagem, como ocorre com mais frequencia fora do Brasil.

O projeto foi realizado via seleção pela Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet em 2010.

Abaixo, Marcelo mandou pra gente um pequeno “making of” do projeto:

O projeto Rio de Janeiro – Autorretrato demorou cerca de um ano e meio para ficar pronto, desde o início da pré-produção até a estreia. Já conhecia o trabalho da Escola de Fotógrafos Populares e um de seus profissionais, o Ratão Diniz, por conta da nossa atividade de produção de livros. Mas poder me aprofundar no mundo deles foi uma experiência fantástica. Adriano Rodrigues, Jaqueline Felix e Ratão Diniz foram super-receptivos e permitiram que eu acompanhasse o trabalho deles. Assim, tive a oportunidade de conhecer o Morro Santa Marta, onde Ratão foi fotografar um sanfoneiro tradicional de lá, o Luiz Soares de Abreu. Ao lado do Adriano, visitei o bairro de Sepetiba, no extremo oeste do Rio, para acompanhar uma festa em homenagem em Iemanjá. E conheci com Jaqueline uma comunidade de pescadores localizada exatamente embaixo da Linha Vermelha, no Complexo da Maré.

O resultado são dois produtos. Além do webdocumentário que acaba de estrear, há também um curta-metragem para exibição em festivais. Os dois compartilham os mesmos personagens, mas as histórias são complementares. Não há nenhuma cena repetida entre ambos. Fiz de forma a tentar tirar proveito do melhor que a linguagem de cada veículo – cinema e web – poderia oferecer.

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