Fora do Brasil, mais, e aqui dentro, um pouco menos, fala-se no papel do jornalista como curador das notícias, uma metáfora ao que seria o curador de arte: alguém que escolhe bom material, que dá contexto àquilo, e apresenta ao público uma amostra qualificada de uma produção que não é sua. Partes que, juntas, trarão um sentido maior ao que se deseja mostrar. Simplificando, seria mais ou menos isso.
O Instituto Pointer publicou textos, recentemente, apontando justamente que essa pode ser uma nova configuração de trabalho para os jornalistas, e sugerindo o uso de ferramentas como o Storify. É uma ferramenta online, gratuita, que permite juntar, num mesmo local, comentários e produções de diversas pessoas, em diversos formatos, desde que estejam publicados em sites como twitter, flickr ou youtube, oiu ainda sites de notícias (como o UOL). Já ganhou pelo menos um grande prêmio de inovação no jornalismo (Knight-Batten Awards for Innovations in Journalism).
É uma boa ideia sobretudo para mostrar cronologicamente como as situações foram acontecendo e se desenrolando. Uma revolução árabe, por exemplo. Uma #spanish revolution. Um #Occupy Wall Street.
Fizemos eu e o professor Leonardo Foletto um exercício com alunos da pós-graduação da PUC-SP. Fizemos uma proposta para que algumas histórias fossem recontadas utilizando essa ferramenta. Vejamos os resultados:
Enem é marcado por falhas sucessivas; relembre os episódios (por Ana Carolina Ikeda)
Polêmicas do ECAD (Bráulio Lorentz)
Belo Monte: desinformação e falta de debate (por Carolina Guerra)
Polêmicas na Bienal (por Fábio Padilha Neves)
Wikileaks (por Francisco W.A. de Lima)
A repercussão do câncer de Lula (por Fernando Geronazzo)
Occupy Wall Street (por Giovanna Longo)
Caso Rafinha Bastos e a liberdade de expressão (por Ismara Cardoso)
Jornalistas X Redes Sociais (por Laís Kerry)
Queda dos ministros nos Governo Dilma (por Luiz Guilherme Nunes)
Queda e morte de Kadafi (por Mária Cristina Senra)
USP versus Brigada Militar: a batalha continua (por Noelle Marques)
Ocupa Sampa (por Verônica Garcia)