Pelo menos um

Acaba de sair do forno mais um trabalho do Portal NE10, feito em parceria com o Jornal do Commercio. O webdocumentário “Pelo menos um” revela a história de vida e lutas de ex-meninos e meninas de rua de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, que se conheceram há 10 anos em uma ONG. Só um deles conseguiu quebrar o ciclo da pobreza. Retrato de um Brasil ainda muito desigual e cruel.

Na página, o internauta tem acesso ao webdocumentário dividido em três episódios, que conta ainda com infográficos animados, galeria de fotos e textos extras:

http://especiais.ne10.uol.com.br/pelomenosum/

O material foi produzido pelas jornalistas Ciara Carvalho, do Jornal do Commercio, e por mim, do Portal NE10, com design de Bruno de Carvalho/ NE10 e fotos de Hélia Scheppa/ JC Imagem.

terremoto no Jap̣o Р1 ano

O Uol tem uma equipe que trabalha com especiais multimídia interativos, e recentemente publicou um trabalho que chamou a atenção por utilizar a linguagem HTML5  – o que há de mais novo na tecnologia web.

Foi o especial 1 ano do terremoto no Japão, com material recolhido da cobertura e uma edição adicional, com fotos, vídeos, texto.

O projeto usa um tipo de navegação que mimetiza os tablets, uma espécie de “navegação em E”, uma vez que tem um eixo vertical, e muitos eixos horizontais. Em alguns momentos, o eixo horizontal é grande demais, e sem uma marcação mais adequada, a usabilidade fica prejudicada. De qualquer forma, é uma das poucas experiências brasileiras com o formato. O G1 tinha experimentado algo semelhante antes, num especial sobre o Corinthians.

Abaixo, Cíntia Baio, produtora conta um pouco dos bastidores de como foi pensado e feito o especial.

 

O nosso objetivo era tentar contar qual é o retrato do Japão um ano após o terremoto com uma linguagem diferente, que valorizasse vídeos e imagens, que foram muito fortes durante toda a cobertura do ano passado. Depois de uma reunião com designers e programadores, um deles sugeriu fazer em html 5, com um formato diferente dos infográficos que já tínhamos como padrão. Um dos pontos que contou bastante para a decisão foi o planejamento antecipado e um conteúdo frio, facilitando o trabalho de apuração, layout e programação.
A partir daí, os jornalistas do projeto (éramos em 3) decidiram quais seriam os itens abordados e qual seria a ordem e começamos o trabalho de apuração, escolhendo fotos e vídeos que relembrassem o tema. Um deles, que é editor-assistente de Inter e quem deu a ideia de fazer uma cobertura especial para o tema, foi até o Japão para visitar os locais atingidos e mostrar como estava sendo a reconstrução.
Para a equipe, criar um projeto assim foi importante no processo de integração de diferentes áreas, já que tivemos a participação de programador, designer, jornalistas, técnicos de vídeo desde a criação até a execução do projeto. É uma maneira diferente da redação trabalhar e do jornalista pensar de uma maneira diferente em como apresentar o conteúdo.

 

Rio de Janeiro – Autorretrato

Rio de Janeiro – Autorretrato é o trabalho mais recente do webdocumentarista Marcelo Bauer, que já fez também outros trabalhos interessantes, como o Filhos do Tremor, sobre crianças do Haiti.

Dessa vez ele relata “as histórias de um grupo de jovens fotógrafos moradores do bairro da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, que se ocupa em narrar sua vida num cenário de contrastes”.

Três fotógrafos foram selecionados para registrar o dia-a-dia do bairro, em imagens incríveis.

O formato escolhido foi uma apresentação multimídia em Flash, num modelo site-reportagem, como ocorre com mais frequencia fora do Brasil.

O projeto foi realizado via seleção pela Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet em 2010.

Abaixo, Marcelo mandou pra gente um pequeno “making of” do projeto:

O projeto Rio de Janeiro – Autorretrato demorou cerca de um ano e meio para ficar pronto, desde o início da pré-produção até a estreia. Já conhecia o trabalho da Escola de Fotógrafos Populares e um de seus profissionais, o Ratão Diniz, por conta da nossa atividade de produção de livros. Mas poder me aprofundar no mundo deles foi uma experiência fantástica. Adriano Rodrigues, Jaqueline Felix e Ratão Diniz foram super-receptivos e permitiram que eu acompanhasse o trabalho deles. Assim, tive a oportunidade de conhecer o Morro Santa Marta, onde Ratão foi fotografar um sanfoneiro tradicional de lá, o Luiz Soares de Abreu. Ao lado do Adriano, visitei o bairro de Sepetiba, no extremo oeste do Rio, para acompanhar uma festa em homenagem em Iemanjá. E conheci com Jaqueline uma comunidade de pescadores localizada exatamente embaixo da Linha Vermelha, no Complexo da Maré.

O resultado são dois produtos. Além do webdocumentário que acaba de estrear, há também um curta-metragem para exibição em festivais. Os dois compartilham os mesmos personagens, mas as histórias são complementares. Não há nenhuma cena repetida entre ambos. Fiz de forma a tentar tirar proveito do melhor que a linguagem de cada veículo – cinema e web – poderia oferecer.

Futura exibe o melhor da produção audiovisual web

Por Rodrigo Savazoni

Há alguns anos, tomei contato com o projeto de Brian Storm e seu Media Storm, um estúdio multimídia focado em conteúdos para a internet. De cara, apaixonei-me pelo trabalho, baseado na construção de narrativas documentais por meio da aliança entre fotos (pictures) e vídeos (motion pictures).

Logo, o Media Storm se tornou uma referência mundial para esse tipo de criação. Recebeu inúmeros prêmios. Inspirados no trabalho deles, realizamos, anos atrás, o documentário Bon Bagay Haiti, coordenado pelo jornalista Aloísio Milani. Também foi provocado pelas possibilidades abertas por trabalhos como os do Media Storm que produzimos o ensaio/manifesto A Linguagem Libertada – Fragmentos sobre a Reportagem na Era Digital.

 

O Canal Futura, que vem remodelando sua produção jornalística sob comando de Adriano de Angelis, um realizador pioneiro na investigação da colaboração como instrumento de criação audiovisual, irá exibir esta semana filmes realizados pelo Media Storm.

 

Os documentários vão ar de segunda a sexta, às 14h35 e às 23h30. Neste link, você tem acesso a um panorama do trabalho coordenado por Brian Storm, que conta com a colaboração de vários excelentes realizadores multimídia.

Quando defendemos políticas públicas para o audiovisual em rede, quando falamos da possibilidade de democratizar o acesso às imagens e às múltiplas realidades, cada um de nós – creio – tem algo específico em mente. Pela minha cabeça, passa sempre o desejo de termos mais e mais produções como as do Media Storm. Portanto, louvável a iniciativa da Futura, de abrir espaço em sua grade televisiva para conteúdos que surgiram na rede.

Documentários interativos e o início de uma nova era, por Nina Simões

A docufragmentarista Nina Simões esteve no i-docs, simpósio internacional sobre

documentários interativos. Lá, ela apresentou seu projeto Rehearsing Reality e conheceu várias outras experiências de ponta na área que estão sendo desenvolvidas no mundo. Abaixo, ela conta como foi o encontro:

Dentro do i­-Docs: I Simpósio Internacional sobre Documentários Interativos

Por Nina Simões

No último dia 25 de Março viajei de Londres a Bristol, cidade localizada no Sudoeste da Inglaterra para palestrar no i-docs, o primeiro simpósio internacional totalmente dedicado a este novo formato que está rapidamente se expandindo na internet: o documentário interativo. O simpósio ocorreu no Watershed Media Centre, local bastante badalado e frequentado por pessoas do mundo da arte digital. O evento teve início às 8h45 da manhã e durante todo o dia mais de cem pessoas de várias partes do mundo, entre elas documentaristas, produtores, antropólogos, designers e artistas em geral assistiram palestras, uma série de documentários interativos e participaram de discussões sobre específicos temas. Entre os principais países que investem na realização de i-docs, no momento, estão Canadá, França e Inglaterra, portanto havia vários representantes destes países no local.

Durante o simpósio, os painéis foram formados por profissionais especializados no tema e todos tinham em média 30 minutos para realizar suas apresentações. Como sempre ocorre nestes eventos, as apresentações aconteceram em salas diferentes e infelizmente acompanhei somente parte das palestras, mas para quem estava interessada em temas como participação, colaboração e co-criação, a sala principal foi a que mais provocou a audiência a encarar estes novos desafios, e foi lá que fiquei grande parte do tempo.

No painel The new trend: cross-platform and transmedia i-docs estavam Nick Cohen, commissioning editor da BBC, Siobham O’Flynn’s do Canadian Film Centre’s Media Lab e eu. Cohen, apresentou uma série de projetos transmídia produzidos pela BBC de Londres, ilustrando as novas interfaces e técnicas utilizadas para se obter diferentes níveis de interação e participação dos espectadores. Navegamos rapidamente por vários deles: The Virtual Revolution, Brain Test Britain, The Truth About Crime and Adam Curtis’ It Felt Like a Kiss. Segundo Cohen, a BBC está aberta a receber propostas para projetos transmídia.

Siobhan O’Flynn’s apresentou vários exemplos de projetos financiados pelo National Film Board of Canada, um dos poucos canais de televisão do mundo que investem muito na produção de documentários interativos. Segundo Siobham, atualmente existem cerca de quarenta projetos em fase de desenvolvimento. O belíssimo High Rise: Out of My Window é um dos grandes exemplos de produção do NFB e pra quem é interessado no tema, vale a pena acompanhar o desenvolvimento do projeto, pois a diretora Katerina Cizek promete continuar inovando durante os próximos anos.

Em minha palestra sobre transmídia storytelling resolvi questionar e também provocar a audiência sobre a questão da participação, colaboração e co-criação. Estamos nós autores realmente prontos a co-criar? Através de minhas experiências práticas durante a realização de Rehearsing Reality, elaborei uma análise comparativa sobre a metodologia de Augusto Boal que converte os espectadores em ‘spect-actors’ com o processo colaborativo e participativo que acontece nos projetos transmídia storytelling. Este tema foi parte de meus estudos durante meu doutorado realizado na Universidade de Artes de Londres. Talvez seja importante dizer que a metodologia interativa do teatro de Boal é tambem estudada por vários outros cientistas interessados em interatividade. No livro The New Media Reader, 2003, uma publicação de 800 páginas sobre novas mídias, existe um capítulo totalmente dedicado ao teatro de Boal e a pergunta principal é: Como as técnicas de Boal podem ser aplicadas em contextos de novas mídias?

Para ilustrar como a participação do público pode acontecer de forma criativa em documentários interativos, Alessandre Branchet, produtor da Interactive Multimedia Agency Upian, nos conduziu pelo labirintos de Gaza Sderot e Prison Valley. Na verdade esta foi uma das minhas apresentações favoritas, especialmente porque, desde seu lançamento em Abril 2010, Prison Valley se tornou minha grande referência do gênero. Para realizar este projeto, os diretores David Dufresne e Philippe Brault utilizaram a lógica da web, e para isto a utilização das redes sociais foi essencial para gerar discussões sobre o tema, permitir que o usuário se comuniquem com alguns protagonistas e criar uma audiência ao redor do documentário. Após quatro minutos de narrativa linear, o projeto que custou US$ 300 mil torna-se interativo. Para continuar, o usuário tem que preencher um pequeno formulário através de uma conta Facebook ou Twitter ou optar em criar um avatar. Somente aí a viagem continua…

O sucesso de Prison Valley foi além da internet. Em sua totalidade, o projeto envolve um documentário interativo, um livro, um aplicativo para iPhone, uma exibição e uma versão linear que foi ao ar no ano passada na França e na Alemanha. Prison Valley foi financiado pela Upian, que aliás produz somente documentários interativos, e pela Arte France.

Outra tema de discussão foi se os artistas devem testar os seus projetos interativos antes de lançá-los ao grande público. Para Sandra Gaudezi, uma das organizadoras do evento, os projetos devem ser testados, tanto que este possivelmente será um dos temas a serem debatidos durante o próximo i-docs. Mas algumas pessoas discordaram, como foi o caso de Rodrick Coover, antropólogo e produtor de Canyonlands.

Matt Adams conduziu a discussão sobre documentários interativos que acontecem fora das telas dos computadores: os docu-games, quase sempre apresentados em galerias e festivais de arte interativa. Matt representava a Blast Theory, um grupo de artistas de referência mundial que desenvolvem projetos inovadores envolvendo jogos virtuais e arte interativa. Ele iniciou sua apresentação com uma crítica ao termo UGC (User Generated Content) e sugeriu uma nova terminologia: Public, Created, Contributions. Um dos projetos apresentados por Matt foi o Ulrike and Eamon Compliant, um doc-game centrado num tema político que convida o público a assumir o papel de Baader-Meinhof ou de um ativista do IRA que está preparado para participar de uma atividade assassina. Matt explica que a intenção deste projeto é apresentar ao público falsas opções; a questão mais relevante surge no final, onde a participante pode optar em ir para casa ou participar de um diálogo sobre sua experiência participativa. Para aqueles que resolveram dialogar a pergunta chave era: Por qual tema você lutaria?

O projeto The Ball, idealizado por Christian Wach, teve início em 2002 e com certeza vai chegar ao Brasil antes da próxima copa. Provavelmente Christian Wach vai precisar de parceiros no Brasil. Ele descreve The Ball como uma aventura ao ativismo e a interatividade – ‘A bola’ já foi tocada, chutada e assinada por mais de 10 mil pessoas. Vamos ver quantas pessoas vão tocá-la no Brasil…

Considerando a estética de database movies, Florian Thalfor criador de Korsakow System, apresentou o seu primeiro filme linear: The Galata Bridge, também financiado pela Arte France. Através de uma apresentação bastante cômica, Florian, um artista que até então somente havia produzido filmes com o software korsakow, falou sobre suas dificuldades em trabalhar com uma narrativa linear, seguindo as regras de tempo e estrutura impostas pelos canais de TV. Florian descreve sua dificuldade em construir argumentos para convencer o público de verdades que ele não acredita. Apesar de korsakow ter sido lançado há mais de uma decada, este software livre continua acessível a todas as pessoa interessadas em realizar um documentários não-lineares. Vale a pena experimentar.

A organização do i-docs foi excelente. A maioria dos projetos apresentados foram todos realizados ao longo dos últimos 4 anos e obviamente dava pra se notar o quanto estas produções acompanharam a evolução e a convergência das tecnologias. Hoje, além de se ter uma boa historia para contar, nós autores temos também que pensar em criar uma interface interativa e oferecer ao público a chance de participar de nossas histórias.

Durante o evento, todos nós tivemos a oportunidade de conhecer pessoas que estão neste momento experimentando com novas técnicas. No final da noite rolou música, mas, como várias outras pessoas, optei pela cerveja e boas conversas com amigas e amigos com ideias afins!

No dia seguinte (26 de março), nos encontramos novamente no Pervasive Media Studio para discutirmos vários temas, incluindo ideias para o próximo i-docs e um portal sobre documentários interativos. Estamos somente no início de uma nova era!

Oficina de documentários interativos na USP

ntent/uploads/2011/03/economia-criativa.jpg” alt=”” width=”640″ height=”346″ />Nesta quarta-feira (23 de março), a documentarias Nina Simões vai ministrar a oficina Documentários Interativos na Era da Convergência.

Documentários Interativos na Era da Convergência
Oficina dirigida a documentaristas e artistas das novas mídias, estudantes, jornalistas, video-makers e todos aqueles interessados em narrativas interativas.

A aula será interativa, com apresentação de Nina Simões de conceitos teóricos e análise sobre as mais recentes produções de documentários interativos produzidos em nível internacional. Uma série de trailers ilustrará o nível de interação e o formato de distribuição de cada projeto. Andre Deak apresentará as mais recentes produções brasileiras e abordará também o tema das plataformas de distribuição de documentários interativos no Brasil.

A oficina manterá um ambiente de conversa com o público, e seguirá também os rumos de interesse dos presentes, podendo abordar modelos colaborativos de financiamento, ética e estética na produção audiovisual interativa e qualquer outro assunto que surja.

Haverá ainda uma intervenção organizada pela pesquisadora Tamara Ka, que investiga a diferença entre a realidade e o 2D: como podemos mascarar ou ampliar sensações através do uso da câmera? Com isso dominado, o quanto a internet pode nos auxiliar na troca e no intercâmbio de emoções e expressões?

Onde e quando
Quarta-feira (23 de março), no Paço das Artes, na USP.
Inscrições e mais informações aqui (as oficinas são pagas, veja o formulário de pré-inscrição)
Veja aqui outras oficinas (pdf)

A oficina de documentários interativos faz parte do “Mesh” com moedas criativas, que procura gerar inovação na economia do audiovisual.

Numa sociedade globalizada em que faz a diferença quem é capaz de inovar usando tecnologias de informação e comunicação, os mercados digitais abrem novas oportunidades e a economia criativa vem para primeiro plano. Esse é o ponto de partida das oficinas, debates e conferências que a Cidade do Conhecimento da USP organiza entre 22 e 26 de março com a presença de empreendedores, pesquisadores e investidores no ciclo “Mesh com Moedas Criativas – Fronteiras do Valor na Economia do Conhecimento”, patrocinado do BNDES e da Mozilla.

Quanto vale uma ideia? Há convergências entre cultura e mercado? Quais as estratégias empresariais para garantir lugar ao sol na fronteira da inovação dominada por novas interfaces audiovisuais? Como a sociedade pode criar moedas comunitárias para

estimular o desenvolvimento local? Há limites para a propriedade privada na economia da cultura digital? Quais as relações entre tecnologias de informação e comunicação (TICs) e o meio-ambiente? Quais as políticas públicas necessárias para inserir o Brasil

nessa economia do conhecimento marcada por interfaces audiovisuais cada vez mais sofisticadas, móveis e ubíquas que vão do celular à TV digital, passando por tablets, murais interativos e uso crescente de videogames na educação?

Essas são algumas das questões em pauta no ciclo da USP em que será lançado o livro “Mesh – O Futuro dos Negócios é Compartilhar”, da autora Lisa Gansky, uma proeminente empreendedora e guru da nova economia digital no Vale do Silício. “Um novo capitalismo surge no século XXI animado por uma redução radical nos custos de coordenação numa variedade impressionante de atividades humanas. A colaboração no mercado chegará a níveis inéditos, privilegiando o acesso compartilhado em detrimento da propriedade pura e simples.No centro dessa nova formação social e econômica está a “mesh”, um tipo de colaboração que se torna viável e ganha potência por meio da rede digital”, afirma Gilson Schwartz, coordenador do evento e líder do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento (www.cidade.usp.br).

Mais informações: cidade@usp.br