Casa da Cultura Digital + Box1824

Juntamos o pessoal da Casa da Cultura Digital com o pessoal da Box 1824 pra falar sobre alguns aspectos e tendências da web, em especial fidelização: por que ser fiel a um site ou a uma marca? Mais: é importante ser fiel?

É claro que o papo tomou outros rumos, virou terapia de grupo, sessão de risadas, a eterna discussão sobre quem somos, de onde viemos e pra onde vamos.

Pelo menos, dessa vez, o áudio tá ok – na nossa conversa anterior, sobre crowdfunding, ficou só com muita vontade pra ouvir tudo. Bem, aqui também. Não teve aquela super edição, mas tá bão. Se você é da CCD, se interessa pela CCD, ou é amigo de alguém que participou, pode achar interessante.

Se não for nada disso, bem. Taí o podcast.

 

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Fred di Giacomo e os newsgames

Fred Di Giacomo é editor do Internet Núcleo Jovem, da Editora Abril. É um dos principais responsáveis pela introdução dos newsgames no Brasil.

Esteve na PUC, para falar aos alunos da pós-graduação em jornalismo multimídia.

O áudio da aula você ouve aqui.

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Cultura digital, criatividade e políticas públicas

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Um debate quente e atual, com alguns dos maiores pensadores da cultura digital, aconteceu no Auditório do Ibirapuera em São Paulo, no dia 24 de agosto de 2011. Gravamos o áudio do encontro e aí está. O ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, Lawrence Lessig, um dos criadores do Creative Commons, além de Ronaldo Lemos (FGV), Danilo Miranda (Sesc) , Claudio Prado (Casa de Cultura Digital), Sergio Amadeu (UFABC) e Ivana Bentes (UFRJ), debateram o presente e o futuro do ambiente institucional, legal e econômico para o setor musical, que vem mudando com a democratização de tecnologias da informação, o acesso ao conteúdo e as novas possibilidades de produção e consumo.

O áudio começa com Lessig, com tradução simultânea. Uma apresentação parecida dele está aqui, no TED.

Você pode fazer o download aqui.

AULA COM EUGENIO BUCCI

Eu e Rodrigo Savazoni estamos dando uma das disciplinas no curso de jornalismo multimídia da PUC-SP. Numa das aulas levamos o professor Eugênio Bucci para falar aos alunos sobre projetos editoriais.

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Todo o material do curso está no blog que criamos, aqui. Mas resolvi replicar neste blog também o áudio da palestra, que não ficou lá essas coisas, mas é uma aula excepcional. De repente alguém se anima a transcrever.

PODCAST COM TREMOÇO 0.0

A Casa da Cultura Digital inaugura o Podcast com Tremoço. Esta primeira edição – a primeira de muitas ou a última – é um bate-papo com Daniela B. Silva e Pedro Markun, criadores do Clone do Blog do Planalto, e Andre Deak, Rodrigo Savazoni e Cláudio Prado.

Pretendemos gravar sempre em sextas-feiras de lua cheia, ou quando der. Sempre no quintal da Casa da Cultura Digital, na Barra Funda, em São Paulo, com tremoço e cachaça empurrando a conversa pra frente. Sem papas na língua.

Esperamos que gostem.

Podcast com tremoço 01 – download

Publicamos primeiro no Trezentos.

ENTREVISTA: MANUEL CARLOS CHAPARRO

O curso de jornalismo atravessa uma crise de definição. De um lado, uma crise conceitual: não se pensa mais num mundo em que existe o acontecimento e existe o público, e no meio dele o jornalista. O jornalista não é mais, apenas ele, difusor da notícia. Essa difusão não depende mais dos jornalistas. As tecnologias mudaram tudo.

Outra crise é o fascínio pelas tecnologias, pelo termo multimídia. Isso não é uma prioridade para a formação. Deve preparar o uso do multimídia, claro, mas colocar o multimídia como o essencial é uma deformação do jornalista. Só tem sentido se funcionar como ferramenta de algo mais importante, que é o conteúdo.

Com esta visão, o professor Manuel Carlos Chaparro começou a apresentar aos professores e organizadores do Projeto Repórter do Futuro – curso complementar para estudantes de jornalismo, mantido pela Oboré – o resultado de anos de reflexão e das discussões que presencia como membro da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação (MEC) que reúne as discussões sobre diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. Coordenador e um dos primeiros professores do curso que completou 15 anos em 2009, Chaparro foi à Oboré conversar sobre a tarefa de lecionar jornalismo. Abaixo, alguns destaques do bate-papo e o áudio com a íntegra da entrevista.

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É importante que não se perca a perspectiva de que é preciso saber pensar.

Chaparro: Associamos jornalismo a jornal, a redações organizadas, mas cada vez mais o jornalismo é um fenômeno abstrato. É algo espalhado pela sociedade. Isso elimina o jornalismo? Não, claro que não. Ele ganha força. Porque é quando a informação passa pelo jornalismo, por seus critérios, é que ganha credibilidade. Na faculdade se aprende a construir uma linguagem da credibilidade. Mas muita gente usa a linguagem do jornalismo hoje. A linguagem precisa ser preservada, mas os jornalistas também. Nada do que ocorre hoje vai contra a profissão ou contra a atividade, pelo contrário.

Antigamente os políticos iam até a praça pública – lá era o espaço público. Agora ainda vão, mas apenas como palco para o jornalismo. O jornalismo tornou-se o grande espaço público – não a mídia, mas o jornalismo. Porque ninguém se importa em aparecer na Ana Maria Braga, mas querem aparecer no jornal das oito. Porque lá está a credibilidade.

Quais são as principais indicações que chegam para a estrutura dos cursos de jornalismo?

Chaparro: Há uma constância: o ensino deve ter um caráter humanístico. E outra coisa é o multimídia.

Minha opinião – não a opinião do comitê –, é que não há como entender o jornalismo sem levar em conta o mundo em que ele está inserido. Mas agora é que vamos entrar na fase de descobrir o que pensam os membros da comissão, quais são as idéias de cada um.

Como era o método de avaliação desenvolvido?

Chaparro: O ideal era fazer uma avaliação individual, mas como nem sempre isso podia ser feito, por causa do tempo, fazíamos grupos de dois ou três estudantes. Eles traziam pautas. Por exemplo, uma entrevista com Alberto Dines.

Os alunos ficavam duas semanas estudando a vida do Dines. Não vai chegar lá e perguntar o que todo mundo já sabe: quantos livros escreveu, o que fez. Isso outros já perguntaram. Aí faziam a entrevista, e depois ficavam mais semanas escrevendo o texto.

Fazíamos também um confessionário: conversas individuais. Tentávamos avaliar a evolução de cada aluno, não a comparação com o grupo. As notas, no fim, geravam comparação, mas eram dadas a partir da evolução individual. O curso terminava com um comentário, fechado num envelope, só para o estudante, com uma explicação sobre sua evolução. Quem é bom, mas não evolui, pode tirar nota mais baixa do que quem não é tão bom, mas evolui.

Há uma dificuldade dos alunos de jornalismo em serem editores do próprio texto. Ou seja: definir título e lead.

Chaparro: O mais difícil talvez seja justamente isso: definir o que é importante. Costumo dizer para definir duas ou três coisas mais importantes, e colocar embaixo delas o que estiver relacionado. Vai sobrar muita coisa, tem que jogar fora. É isso que atormenta o repórter.

Também é importante a escolha da significação do fato. Costumo usar um exemplo extremo, a parada gay. Tem uma significação econômica, outra política, outra cultural. Qual é a preponderante? Qual é o eixo narrativo escolhido? É possível percorrer todos, mas é preciso escolher um.

O jornalista deve ser capaz de fazer escolhas. Escolhas lúcidas.

O professor Chaparro mantém o blog O Xis da Questão, com debates e aulas em vídeos sobre jornalismo.

*Estiveram presentes na conversa com o professor Chaparro os jornalistas Ana Luisa Zaniboni Gomes, Andre Deak,  João Paulo Charleaux, Mariana Felippe, Pedro Ortiz e Sérgio Gomes.

MURILO SALLES: “NOME PRÓPRIO” VAI PRA REDE

Murilo Salles é o autor do filme Nome Próprio, baseado no livro e no blog da Clarah Averbuck. Estréia no dia 18 de julho, mas conversei com ele aqui na CPFL Cultura, em Campinas, onde tem uma pré-estreia. Entre outros assuntos, que devem ir pra rede logo, achei que a maior e melhor novidade é que ele é mais um autor que apóia a livre divulgação pela rede.

“Até porque é dinheiro público. É necessário [ir para a rede, para download livre]”

[UPDATE]: Ouça a conversa inteira com Murilo Salles sobre o filme Nome Próprio, método de criação no cinema, roteiro, cinema no celular e outro projetos.

PODCAST: JORNALISMO OPEN SOURCE

Rafael Evangelista apresentou no último dia do Forum Internacional Software Livre (FISL) a proposta do Jornalismo Open Source. É um paralelo à programação de código aberto, conhecida como software livre, ou open source, onde as linhas de código do programa são abertas e permitem que qualquer um que conheça a linguagem modifique o programa.

No caso do jornalismo, a proposta é que todas as fontes usadas para redigir a reportagem estejam abertas, disponíveis, permitindo inclusive novas reportagens a partir das mesmas fontes. Seria algo mais ou menos assim: Para escrever uma reportagem, o repórter faz cinco entrevistas, tira 20 fotos e lê uns 15 textos. No final, sai um texto de duas laudas onde entraram apenas 3 entrevistas e uma foto. A diferença é que estaria disponível para o leitor a íntegra de todas as cinco entrevistas (em texto ou áudio, ou os dois), as 20 fotos e os 15 textos originais.

Assim, pode-se reconstruir todo o processo de criação da reportagem, mostrando inclusive o viés editorial que o repórter optou na hora de construir seu texto. Mais: permite que o leitor se aproprie do processo e modifique a reportagem, ou construa outra, com base no material original.

Diz ele: “No software livre, todo o código-fonte é compilado de acordo com uma arquitetura. No processo jornalístico também funciona a compilação. Lê-se as fontes e depois gera um texto – como uma versão executável de um programa. A leitura das fontes não é unívoca. O jornalista destaca o que prefere. Se você faz uma abertura das fontes, permite que outras pessoas recompilem outros textos. Fatos iguais podem ter leituras diferentes a partir de quem os lê.”

Algo errado com os hiperlinks, copie o endereço do texto onde Rafael Evangelista fala sobre isso: www.dicas-l.com.br/zonadecombate/zonadecombate_20070514.php

Seguindo a sugestão, coloco aqui a íntegra do que ele disse, tranformando isso num post-jornalístico-open-source:

PODCAST: INTERNET SOB ATAQUE

O professor e ex-presidente do ITI (2002-2005) esteve no Fisl falando que vivemos um momento de disputa pela internet. De um lado, as grandes corporações, os governos. Do outro, a cultura hacker, os libertários, a economia da dádiva. A gravação ficou estourada, infelizmente. Mas mesmo assim resolvi colocar aqui o podcast, porque acho que todos deveriam ouvir o que o Sergio tem para dizer. O direito à comunicação está ameaçado. A liberdade que existe na internet não está dada nem consolidada. Vamos ter que lutar por isso.

Esse é o arquivo, de uns 30 minutos, com a íntegra da palestra do Sergio Amadeu

Aqui, Sergio Amadeu fala sobre uma “coisa estranha” no Windows

TRANSCRIÇÃO: a Yaso fez uma boa transcrição de parte da palestra. Podíamos editar isso e mandar pra várias listas, hein.

GUARDIAN E O PODCAST DE 41 MINUTOS

O jornal britânico The Guardian juntou críticos e editores de literatura num podcast onde dão dicas dos livros que leram, e sugestões para o Natal. O curioso nem é tanto o conteúdo (a maioria dos livros nem saiu aqui no Brasil), mas a discussão gerada nos comentários do podcast. A maioria das pessoas achou que valia muito mais o jornal oferecer uma lista do que um podcast.

“Me dê uma lista a qual eu possa olhar rapidamente e clicar – a possibilidade de usar novas tecnologias não significa que deve ser usada das maneiras mais estúpidas”, diz um comentário. Muitos concordaram com ele.

“O que vocês querem que eu faça agora? Ouça e tome notas? Se existe uma oportunidade para oferecer uma lista, é justamente essa”.

“Podcasts são ótimos para entrevistas, para qualquer coisa em que vozes e tons de voz são importantes, coisas que envolvem atores, atmosfera… Não são bons para listas”.