Hackers – heróis da revolução dos computadores

Para o download em pdf (12 mega), clique aqui.

A partir daqui foi tudo devidamente copiado do Terra Tecnologia – como estava assinado “redação”, suponho que seja o release da editora.

O livro de Steven Levy conta a história da tecnologia e da internet e de como o computador evoluiu para se tornar essa máquina tão fundamental na vida de todos nós. Considerado pelaPC World como o melhor livro sobre tecnologia dos últimos vinte anos, Os Heróis da Revolução – Como Steve Jobs, Steve Wozniak, Bill Gates, Mark Zuckerberg e outros mudaram para sempre as nossas vidas [N.E.: a versão brasileira saiu com uma capa bizarra, com o Steve Jobs, Bill Gates, não tem nada a ver com o conteúdo do livro. O nome também puxou sardinha pra esses midiáticos, provavelmente numa estratégia bizonha de tentar vender mais] detalha, em 464 páginas, desde a cultura hacker dos anos 50 e 60 até as mídias sociais de hoje, mostrando os personagens principais desta revolução.

Baseado em mais de uma centena de entrevistas pessoais feitas pelo autor entre 1982 e 1983 (a primeira edição foi em 1984), o livro é um relato amplo das motivações, ideias, ocorrências, descobertas, das circunstâncias e relações daqueles que o autor chama de verdadeiros hackers (“artistas brilhantes que foram capazes de enxergar como o computador é uma ferramenta revolucionária”).

O livro fala das ideias e do trabalho de pessoas como Richard Greenblatt e Bill Gosper (fundadores da comunidade hacker), Lee Felsenstein (fundamental para o desenvolvimento do computador pessoal), John Harris (programador, criador de clássicos games do Atari), Richard Stallman (o “último dos verdadeiros hackers”) e dezenas de outros. E se o subtítulo da edição brasileira fala em Steve Wozniak, Jobs (visionário não hacker, diz o livro), Bill Gates e Marck Zuckerberg, é certamente para tornar mais familiar o universo tratado.

Levy aborda todas as gerações de hackers e seus feitos – mas não espere histórias de invasões, roubos e defacements: trata-se da invenção das primeiras máquinas e redes, do seu uso inicial para defesa, o surgimento dos PCs, os games e seu mundo de interatividade e o advento da web 2.0. “O tipo de hacker sobre o qual eu escrevi era motivado pelo desejo de aprender e construir, não roubar e destruir”, disse o autor em artigo publicado na revista Wired em abril de 2010, quando completaram-se 25 anos da publicação do livro e ele revisitou a obra, inclusive conversando novamente com alguns dos entrevistados. O artigo integra esta edição brasileira, reproduzido no Posfácio.

A apresentação dos hackers como os verdadeiros motores criativos, como gênios que se arriscam pelo bem de todos, querendo inovar e melhorar – em contraponto à noção de que são todos criminosos socialmente inábeis com motivos escusos – permeia o livro. “Por trás da inventividade, encontrei algo ainda mais maravilhoso – os verdadeiros hackers, não importa onde ou quando surjam, compartilham um conjunto de valores que se tornou um credo para a era da informação. Tentei codificar aquele código tácito deles em uma série de princípios que chamei de a Ética Hacker. Espero que essas ideias – particularmente a crença hacker de que ‘A Informação Deve Ser Livre’ – possam ajudar as pessoas a olhar para os hackers sob uma luz diferente”, diz Levy

.

O autor
Steven Levy é jornalista, escreve há mais de 30 anos sobre tecnologia, publica artigos nas revistas Wired, Harper’s, Macworld, New Yorker, New York Times Magazine, Premiere e Rolling Stones e foi editor de tecnologia na NewsWeek. Já recebeu diversos prêmios, é graduado pela Temple University e tem mestrado em literatura pela universidade Penn State.

Seu último livro, In The Plex: How Google Thinks, Works, and Shapes Our Lives (Google a Biografia: Como o Google, Pensa, Trabalha e Molda Nossas Vidas na edição brasileira)é um mergulho no universo do Google e no seu funcionamento e foi lançado no ano passado. Nascido em 1951, Levy vive hoje em Nova York com a mulher, a jornalista e autora Teresa Carpenter, e um filho.

Novos jornalistas do Brasil

Muitos dos posts que estão publicados neste site foram uma maneira de compartilhar minha pesquisa de mestrado, que investigava justamente o jornalismo digital, ou mais especificamente e como gostam os alguns acadêmicos, o ciberjornalismo. Eu, por certa birra, chamei só de jornalismo na internet.

Compartilho agora o resultado da pesquisa que levou esses dois anos mais ou menos. Devo publicar, num outro post, um resumo do que escrevi, mas já adianto aqui algumas coisas que, quem estiver a fim de ler com mais calma, vai encontrar na conclusão.

Eu buscava na pesquisa quais seriam as novas categorias de trabalho de jornalistas que estão na ponta de um processo de convergência. Fiz uma categorização – que certamente será alvo de polêmica, como já foi na banca e em conversas de bar – que chegou a estes novos profissionais brasileiros:

o jornalista-programador

o jornalista especialista em bancos de dados

o jornalista multimídia

o gestor de mídias sociais

o produtor web

o jornalista empreendedor

Mais detalhes, por hora, você encontra no trabalho abaixo, mas prometo em breve publicar um post-resumo do que seria isso tudo.

 

10 templates de WordPress grátis para sites jornalísticos

Nos últimos anos acabamos procurando e instalando algumas dezenas de templates de WordPress em sites jornalísticos. Para quem não sabe, o template é aquela “car

a” do site, já com design, que roda sobre o sistema de publicação WP, que é um software livre e grátis. Existem centenas de templates gratuitos, mas sempre é complicado encontrar algum bacana para um site de notícias.

Fiz uma breve lista com sugestões de alguns jornalistas (eu, Felipe Lavignatti, Paulo Fehlauer e Aloisio Milani) de templates que já usamos ou que gostaríamos de usar. Se acabar usando algum, por favor deixe um comentário com um link pra gente ver como ficou. Se tiver outras sugestões, por favor também compartilhe conosco.

CHANNEL

http://www.theme-junkie.com/themes/channel/

Tem uma customização um pouquinho complexa, mas não chega a precisar ser um programador para ser capaz de usar. Basta ler direito as indicações e saber um pouco de HTML. Aliás, uma recomendação boa para todos estes templates.

PARAGRAMS

http://www.themegarden.com/wpshower/paragrams/

Boa disposição de páginas internas e opções de widgets com integração de redes sociais.

SIMPLEFOLIO

http://demo.slimmity.com/simplefolio/

Esse foi usado pela equipe da Garapa.org para realizar esta página da produtora Frida.

MORNING AFTER


http://www.woothemes.com/2010/06/themorningafter/

O Paulo Fehlauer até hoje (março/2011) mantém uma variação dele. Aliás, a Graph Paper Press tem vários temas legais. Também usei uma variação dele, o GRIDLINE LITE (www.andredeak.com.br) quando comecei. Parece que tiraram do ar a versão lite… Vou ver se ainda tenho aqui e coloco pra baixar.

AUTOFOCUS

http://allancole.com/wordpress/themes/autofocus/

Esse é para fotógrafos ou revistas mais audaciosas. É antigo, mas gosto. Instalei pro site da minha mãe aliás. A versão Pro custa US$ 15.

RETALHOS

http://culturadigital.br/retalhos/

Esse foi desenvolvido por nós. É um template de vídeos (posts de vídeos), que pode servir bem a várias ideias. Foi usado inicialmente na apresentação de projetos que vieram ao Fórum da Cultura Digital Brasileira em 2010. Mas instalamos uma outra versão na Casa da Cultura Digital.

CAR VISION MAGAZINE

http://themes.rock-kitty.net/car-vision-magazine/

Conheci agora este, e gostei bastante. Bem atual. Dá uma olhada no demo.

ISO THERM NEWS MAGAZINE

http://bizzartic.com/2009/03/29/isotherm-news-magazine-wordpress-theme/

Gostei bastante do recorte das fotos, mas parece – pelos comentários dos usuários – ser um pouco complexo de usar…

SPECTACULAR

http://www.smashingmagazine.com/2011/01/10/free-html-4-01-html5-wordpress-theme-spectacular/

Este é um dos últimos lançamentos que vi, bastante atual, bonito, mas eu mudaria algumas cores. Aí tem que saber mexer no CSS… Mas se quiser usar da maneira como está, é um belo tema.

REDEMPTION

http://www.web2feel.com/redemption/

Este aqui os alunos da ECA-USP usaram para o projeto final do curso numa aula do professor Eugênio Bucci de jornalismo online em que tive algumas participações. Fizeram a partir dele um site de notícias sobre as eleições 2010. Veja o template adaptado pelos alunos aqui (vale dizer que eles aprenderam tudo sozinhos, sem programador para ajudar a mudar nada).

JORNALISMO DIGITAL


Este é o template deste site aqui – e fica como 11ª opção. Simples, limpo, prático, bem útil. Nem precisa dizer que gosto bastante. Foi desenvolvido por nossa equipe também. Até o final desta semana colocamos ele disponível aqui para download e instalação.

MAIS: Uma bela fonte de temas e outras coisas para WordPress é este site aqui, o Smashing Magazine.

MAIS AINDA: Uma lista de 31 news templates para WordPress (pagos) que o colega Mario Lima Cavalcanti lembrou: http://www.wittysparks.com/2009/01/10/31-excellent-wordpress-news-themes/

A batalha de Los Angeles

por Felipe Lavignatti

Cidade litorânea, paisagem linda, população pobre, duas facções criminosas (uma delas com o vermelho como cor predominante), morte de crianças e adolescentes, tráfico de drogas. A descrição que se encaixa perfeitamente com a imagem que nos acostumamos a associar ao Rio de Janeiro é o cenário do mais recente documentário de Stacy Peralta, ainda inédito no Brasil. Documentário de primeira, referência pra quem pretende seguir pelo audiovisual.

Crips & Blood: Made In America é a terceira incursão atrás das câmeras do ex-skatista profissional. Em seu currículo como documentarista estão apenas dois filmes, Riding Giants – No Limite da Emoção  e Dogtown & Z-Boys (documentário que conta a história dos skatistas que mudaram a cara do esporte nos anos 70 na Califórnia, entre eles o próprio Peralta).

Se em seus dois trabalhos anteriores Peralta retratou o lado ensolarado da Costa do Pacífico, agora ele foca sua lente no centro-sul de Los Angeles, palco de revoltas históricas e de duas gangues que se enfrentam há quase meio século. Crips e Bloods, azuis e vermelhos, cada gangue dividindo áreas da cidade. Atravessar essas fronteiras invisíveis pode ser fatal. O documentário mostra como a situação é tensa, ao ponto de uma especialista dizer que muitas pessoas que moram nessa área nunca viram o mar – para quem não sabe, Los Angeles é uma cidade litorânea.

Peralta não se limita somente a contar o conflito atual, ele vai às origens das primeiras gangues. E além. Conta como os negros migraram do sul dos EUA para grandes centros durante o período de guerra. Nova York, Chicago e Los Angeles abriram oportunidades e as fecharam logo na sequência. Sem ter onde trabalhar, o crime entre os negros cresceu. Tráfico, discriminação, violência. Uma realidade que não mudou muito desde os surgimentos das primeiras gangues.

Em 2009, o time de basquete mais popular da cidade, o Lakers, venceu o campeonato da NBA e a população foi à rua comemorar queimando carros, quebrando lojas. Adestruição da comemoração lembra dois momentos mostrados no filme, a revolta do bairro de Watts na década de 60 e o episódio Rodney King nos anos 90. Em ambos, a violência policial e o racismo como pano de fundo.

Crips and Bloods conta com ótimos recursos gráficos para mapear a cidade, suas gangues e nichos coloridos. O site do filme não reproduz essa divisão, infelizmente, mas na web não é difícil achar mapa com um panorama da violência da cidade. Até mesmo o site da policia da cidade mantém um mapa com atualizações dos crimes e locais da cidade dos anjos. Peralta não dá uma resposta para o problema, mas mostra quem está lutando por isso: os ex-membros de gangue e os parentes de vítimas.

Um dos momentos mais marcantes do filme tinha tudo pra ser uma breguice, mas é mostrado de forma simples, sem narração. O rosto das mães de jovens mortos. Um segundo para cada, algumas chorando, e o nome e idade de cada vítima. A faixa etária é baixa, como é de se esperar neste ambiente de crimes. Difícil não fazer analogia com o crime organizado no Brasil.

Mas quem curte os gênios do South Park vai ter também outra referência em mente: um episódio em que  Timmy e Jimmy são dois Crips com muito orgulho.

Para baixar Crips and Blood Made in America: Aqui pelo Pirate Bay.

Outros documentários para download, aqui.

N2X42GGV55QG

RAC – Reportagem com auxílio do computador

Apresentação de Marcelo Soares, um dos grandes especialistas brasileiros sobre jornalismo de bancos de dados.

Ouça também o áudio da apresentação, no podcast abaixo.

buy cialis

putador-palestra-bancos-de-dados-marcelo-soares-usp” />

View more presentations from andredeak.
zp8497586rq

Bibliografia do curso

KOVACH, Bill. ROSENSTIEL, Tom. The Elements of Journalism. New York: Three Rivers Press (Crown Publishing Group, Random House), 2007.

LESSIG, Lawrence. Code Version 2.0. New York: Basic Books, 2006.

SAVAZONI, Rodrigo. COHN, Sérgio. Cultura Digital.br. Rio de Janeiro: Editora Azougue: 2009.

BENKLER, Yochai. The Wealth of Networks. New Heaven: Yale University Press, 2006.

GILLMOR, Dan. We, the media: grassroots journalism, by the people, for the people. Cambridge: O’reilly, 2006.

COSTA, Caio Túlio. Ética, Jornalismo e Nova Mídia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.

BUCCI, Eugênio. “Meu pai, meus irmãos e o tempo”. In: 8 Vezes Fotografia, Companhia das Letras, 2008.

JENKINS, Henry, Cultura da Convergência. São Paulo :Aleph, 2008

SHIRKY, Clay. Here comes everybody. New York: Penguin Books, 2008.

SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2008.

MURRAY, Janet. “Hamlet no Holodeck – O futuro da narrativa no ciberespaço. São Paulo: Itaú Cultural: Unesp, 2003.

Leitura complementar disponível online:

GILLMOR, Dan. We the Media: Grassroots Journalism By the People, For the People. Sebastopol, CA: O’Reilly, 2004.

Mindy McAdams. Reporters Guide to Multimedia Proficiency.

BRIGS, Mark. Jornalismo 2.0. Como sobreviver e prosperar. Um guia de cultura digital na era da informação. Tradução de Carlos Castilho (Edição brasileira). Editado em português pelo Knight Center for Journalism in the Américas.

GALLO, Julián. El periodismo actual es obsoleto. Mirá!, 2005, acessado em novembro de 2008. <http://www.juliangallo.com.ar/2005/12/el-periodismo-actual-es-obsoleto-2/>

ABRAS, Fernanda, e PENIDO, Pedro. De Gatekeeper a Cartógrafo da Informação: a reconfiguração do papel do jornalista na web. Trabalho apresentado ao GT Jornalismo, do XII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Região Sudeste. Acessado em julho de 2009.

Disponível em http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2007/resumos/R0098-1.pdf

CARLIN, John. El momento crucial. El País, 10/05/2009. Acessado em julho de 2009. Disponível aqui.

Curso de Edição para jornalismo multimídia (Andre Deak)

Herramientas Digitales para Periodistas (Knight Center, bastante completo)

Pensadores do Ciberespaço – texto do mestrado ECA-USP para aula de Beth Saad.

Making of Nação Palmares

Making of Crônica de uma Catástrofe Ambiental

DOCUMENTÁRIOS PARA BAIXAR (TORRENT)

Foi-se (ou está indo) a época em que o barato dos estudantes de jornalismo era fazer um livro reportagem usando técnicas do new journalism. Agora, parece, a onda é o documentário. Quem sabe na década seguinte veremos as reportagens multimídia pegando no breu.

De qualquer forma, as faculdades parecem continuar formando apenas redatores, preparando, no máximo, um jornalista cujo sonho é ser empregado num jornalão pra reclamar do editor vendido/carrasco/direitoso/todas as anteriores. Creiam, existe vida fora da grande imprensa.

Mas este post nem é pra falar isso.

Deu um boom de bons documentários ultimamente. Mas os clássicos também são muito bons. Andei perguntando por aí o que vale a pena ver. E baixar, aliás. O jornalista Felipe Lavignatti me mandou uma lista dele, a qual acrescentei algumas coisas, mais 3 filmes de uma lista do Pedro Valente.

COMO FAÇO DOWNLOAD DOS DOCUMENTÁRIOS?
O primeiro passo é saber o nome original do documentário. Procure no Internet Movie Database. Depois, faça uma busca em sites de torrent, como estes aqui. A maioria deverá estar sem legenda – aí você busca separado, legendas pt-br (português do Brasil). Players como o Classic ou o VLC podem juntar, depois, as legendas com os vídeos.

Sites de TORRENT

https://onebigtorrent.org
http://www.torrentspy.com
http://www.bitenova.org
http://www.mininova.org
http://www.torrentportal.com
http://www.torrent-addiction.com
http://www.torrentreactor.to

Abaixo, uma lista com algumas coisas sugeridas pelo Lavignatti:

Crips And Bloods Made In America
(dirigido por um ex-skatista, Stacey Peralta). O cara praticamente inventou o skate na california nos anos 60. Estreou em filme contando a história da turma de skate dele. Mas esse conta outra história, a das gangues de Los Angeles. Usa muito bem recurso gráfico pra mapas mostrando qual gangue domina que pedaço. É mais ou menos explicando o efeito Rodney King. Como se no Brasil fizessem um falando como os morros cariocas foram tomados pelo CV e pelo Terceiro Comando. Aqui pelo Pirate Bay.

Crumb
Sobre o Robert Crumb e está na lista dos 1001 filmes daquele livro de mesmo nome. O diretor é Terry Zwigoff , que, depois, passou pra ficção. O cara é bom.

Gonzo The Life and Work of Dr Hunter S Thompson
Muito foda pra jornalista esse. Mostra como o cara era bom em reportagem. Mesmo se tratando de um filme sobre um suicida, tem final feliz. Feito pra HBO. Pirate Bay.

häxan
Documentário sobre bruxaria. É sueco, mudo e feito em 1922. Sem saber direito o que é ficção ou doc, o diretor mescla as duas coisas. Torrentz.

Im Toten Winkel Hitler’s
“Eu fui a secretária de hitler”. Mal filmado pra porra. Mais de uma hora de uma mulher falando em frente a uma câmera, sem fotos, sem mudança de plano nem nada. Mas segura pela história. Parece uma fita bruta de uma entrevista qualquer – o diferencial é que a mulher não é uma qualquer, ela ficou no bunker até as últimas horas de Hitler (serviu de base pro filme As Últimas Horas, inclusive).

Jonathan Ross in Search of Steve Ditko
Um cara atrás do desenhista co-criador do Homem aranha. O cara é recluso e o trabalho do repórter é falar com ele. No fim ele acha, mas não filma.

Paradise Lost
História de uns moleques acusados de assassinato, só que sem provas. Tudo porque eram metaleirinhos. Os diretores passaram a fazer sucesso depois desse doc/denúncia e dirigiram o documentário do Metallica (SOme Kind OF Monster), que é bem bom também.

Roman Polanski Wanted And Desired
Parecido com docudrama. Conta a vida de bonvivant do Polanski até ser acusado de estupro de menor. Mostra cenas de filmes dele para ilustrar a personalidade do diretor.

Joe Strummer: The Future IsUnwritten
Sobre o líder do The Clash. Sobre o filme, tem mais aqui, na Wikipedia.

Standard Operating Procedure
Esse mostra o que foi crime e o que não foi em Abu Ghraib. [N.E.: É de um dos mais famosos documentarias americanos, Errol Morris. O livro também é muito foda, e tem tradução para o português]

Stranded – The Andes Plane Crash
Docudrama sobre a queda do avião nos Andes, que originou o filme Vivos. Muito foda. Eu demorei alguns minutos pra perceber que era reencenado.

The Bridge
Sobre os suicidas da Ponte Golden Gate. Esse é polêmico e faz pensar um pouco sobre o papel do jornalista. Leia isso.

Da lista de Pedro Valente:

The Corporation
Uma aula de como a figura da “corporação” surgiu, passou a ser vista pela lei como uma pessoa com direitos e deveres e acabou causando mais mal do que bem pra sociedade. O filme mostra como o diagnóstico de um psicopata se encaixa direitinho com os traços de “personalidade” das grandes empresas. Site oficial aqui e torrent aqui.

Good Copy Bad Copy
Documentário sobre direitos autorais, música e filmes nos dias de hoje. Muito bom porque foge daquela visão fechada nos EUA e vai na Suécia falar com os caras do Pirate Bay, na Nigéria pra mostrar a maior indústria cinematográfica do mundo – com produções de dar inveja ao Zé do Caixão – e vai a Belém do Pará pra investigar o movimento Tecno-brega, a pujante indústria do remix local e da “aparelhagem”. Além de falar com cabeções do assunto como o Lessig. Site oficial e download do torrent aqui.

Sicko
Esse é o filme novo do Michael Moore, que desce o pau na indústria dos planos de saúde dos EUA. Não é distribuído de propósito pela rede, mas teve um conveniente “vazamento” assim que rolou o boato de que seria proibido por ter uma parte filmada em Cuba ou outra desculpinha qualquer.  Ele  mostra ao redor do mundo como governos do Canadá, Reino Unido, França e Cuba cuidam da saúde,  expondo a vergonheira que é o sistema dos americanos. Torrent aqui.

Zeitgeist
Pra quem gosta de teorias da conspiração esse é um prato cheio. Achei legal a explicação de que Jesus e todos os seus “clones” anteriores são na verdade alegorias para constelações e o Sol, equinócios e solstícios e tudo mais. Se for verdade o que eles dizem faz bastante sentido. Aí depois enfiam tudo que é conspiração no mesmo balaio e fica um troço meio chato. Vem o 11 de setembro, segunda guerra, o FED e tudo que você puder imaginar. Vale pela primeira meia hora. No Google Video via site oficial.

Meus acréscimos

Steal this film I e II
Gostei muito, na linha do Good Copy, Bad Copy. E é um projeto interessante, sobretudo, de contravenção ao copyright. Baixe aqui.

PBS Frontline
É um programa fodidaço da rede pública de TV norte-americana, que ganhou todos os prêmios possíveis. Exemplo de bom jornalismo. Dá uma olhada aqui.

Ashes and Snow
A melhor fotografia que já vi num documentário na vida. Esse é o site oficial, mas dá pra baixar o filme por aí.

Thin Blue Line
Esse é do Errol Morris também, mas de 88. Docudrama, assisti em Cuba, num curso de roteiro / documentário. Umas infos aqui.

Gimme Shelter: The Rolling Stones. Uncut. Uncensored. Unsurpassed
Maysles Brothers (1970). Sobre a morte de um cara durante o show em que os Hells Angels fizeram a segurança.

Salesman (1968)
Também deles, mas é o filme mais legal que já vi de cinema verité. Também conhecido como Fly On The Wall – ou seja, grava tudo, como se a câmera não estivesse lá. Depois edita como ficção. Animal.

Don’t Look Back
Filme de D.A. Pennebaker, sobre Bob Dylan. Também é muito, muito bom.

Buena Vista Social Club
Todo mundo já viu, ok. Win Wenders (1999). Mas precisava estar aí.

O Equilibrista (Man on Wire)
Ainda não vi, mas um monte de gente já me disse que é muito bom. Oscar 2009. Olha, vi nas férias agora, gostei, mas como muita gente falou, fiquei com uma expectativa alta demais. Gostei mais de outros aí da lista de cima. UPDATE: Passado um dia, acho que é realmente um pusta filme. Fiquei aqui pesquisando sobre, achei entrevistas ótimas aqui e aqui. Não é um filme só sobre a caminhada entre as torres, mas sobre determinação, poesia e loucura inconsequente. Uma ode a tudo isso, aliás.

Alexandre Praça me passou algumas anotações também, num caderninho que achei aqui em casa:

Nick Broofield
Qualquer coisa do cara. Aqui tem o site dele. Fez um doc sobre a morte dos rappers Tupac Shakur e Biggie Smalls.

Chronique d’un été
A experiência do Edgar Morrin no campo dos documentários. Tem um texto sobre isso aqui, e vários outros na rede.

Night Mail
Documentário de 1936 sobre Londres. Na wiki.

Dignidad de los Nadies
Do Solanas, argentino.

E você? Indica alguma coisa?

ALBERTO CAIRO E SEU LIVRO SOBRE INFOGRAFIA

Alberto Cairo, infografista espanhol que agora vive nos EUA, está produzindo um livro sobre o assunto. Como o material existente é escasso e ele é um dos melhores profissionais do mundo, deverá se tornar uma referência.

A boa nova é que ele está colocando dating advice for women by men

lbertocairo.com/index/index_english.html” target=”_blank”>algumas páginas que já estão escritas na web, em .pdf (em inglês)

UPDATE: E vale dar uma olhada no site dele, já com o livro completo.

zp8497586rq