Crise nas redes sociais – caso Revista Pais & Filhos

Gestão de crises nas redes sociais tem sido um assunto cada vez mais discutido em faculdades, mas pouco pensado ainda em muitas empresas, que não sabem muito bem como lidar com problemas que tomam, às vezes, proporções bem grandes, e que podem ficar maiores com ações equivocadas.

O caso da revista Pais & Filhos é interessante porque demostra bem isso: crise gerada, resposta pouco convincente (apesar de rápida, para os padrões jornalísticos), e a rede segue furiosa, com razão.

A crise tem início com a publicação de um post num dos blogs da revista, feito pela roteirista da Globo Mariana Reade, numa defesa do leite em pó em vez do leite materno. Ao lado do post, o banner com o patrocínio da Danone, numa oferta de leite em pó. Difícil provar que foi um caso de post pago, mas as evidências – e a defesa tão enfática e cheia de problemas factuais, pra não dizer mentiras – fizeram com que diversas mães se revoltassem contra o post, a revista, a autora, a marca que anuncia na revista. Não faltou pra ninguém.

Alguns trechos do post original (apagado pela revista), para uma breve noção da barbaridade. Antes, um contexto: o blog é uma espécie de “olha quem está falando”, em que o bebê compartilha seus pensamentos. Muito original, se estivéssemos nos anos 80, mas isso não vem ao caso. Aos fatos:

O problema é o de sempre: minha mãe não me ouve. Ela fica achando que eu tô chorando de cólica, e eu tô chorando de fome! Cólica é uma coisa que eles dizem para todos os problemas que a gente tem.

(…) Tô dizendo isso porque aqui onde nasci, no Brasil, está super na moda amamentar! Então a maravilhosa invenção do leite em pó anda malvista… E nem passa pela cabeça da minha mãe – que, infelizmente, se influencia pelo o que pensa a maioria – que eu seria muito mais feliz se ganhasse, depois do peito, um pouquinho de leite em pó.

Tem uma senhora muito simpática que vem quase todo dia aqui em casa. (…) De vez em quando, ela fala para alguém: “Ah, se a mãe dela saísse um pouquinho, eu bem que dava uma mamadeira bem grande, aposto que esse bebê está chorando de fome”. A Maria, que não liga pra moda, tem boa intuição. Mas nada da minha mamãe sair de casa…

A revolta na rede foi instantânea. Mais de 3.500 comentários no post – via facebook, porque os comentários só são permitidos via facebook. O que é bom para divulgar a conversa na rede, é péssimo quando se trata de uma crise – especialmente se não houver disposição para entrar na rede e ouvir.


Diversos sites importantes no nicho de mercado da revista fizeram posts detonando, o que ajudou a espalhar ainda mais a revolta.

Mulher que corre com os Lobos

Vila Mamífera (que propõe boicote e denúncia ao CONAR)

O jornal A Tarde, que publica no UOL.

 

A revista fez um erramos, e publicou no slide principal de sua home. Dentro do próprio blog, apagou o post e não há vestígios – um problema, porque quem leu ali leu, e jamais saberá (se não for pra homepage) que leu informação equivocada.

 

A própria Danone publicou uma nota, afirmando não ter sido um post pago, lamentando as opiniões da blogueira e o vínculo com a marca que ocorreu. Poderia exigir não aparecer mais na página da blogueira, se não quisesse retirar todo o patrocínio – essa sim uma ação que seria muito bem vista na comunidade toda. Não existem outras opções no mercado para anunciar para este público, será?

A blogueira publicou no Facebook da revista também uma espécie de retratação. Deveria ter feito um post no próprio canal de comunicação que comanda. Vejam a retratação:

NOTA DA AUTORA:

Caros leitores,
Peço desculpas para quem ficou ofendido, não era de forma alguma uma crítica a amamentação.
Queria explicar que sou totalmente a favor da amamentação, e amamentei durante um ano e meio.

Queria também explicar que a MARGARIDA é uma personagem de ficção, e o que ela estava falando sobre MODA era só uma maneira de criticar a mãe, que justamente por querer tanto amamentar, não queria dar o complemento.

Iinfelizmente tive que dar complemento, apesar de ter ficado muito triste com isso, porque ela continuava com o mesmo peso depois de um mês. Fui em três pediatras e os três recomendaram assim, complemento depois do peito.

A maneira de escrever expressa o ponto de vista de uma bebê, que não sabia porque a mãe não dava leite em pó, já que o leite do peito era pouco. Era isso o que a Margarida queria dizer: por que a mãe – que não tinha leite suficiente – não lhe dava complemento?

De fato é muito frustrante e difícil ter que dar complemento, e a Margarida estava relativizando isso.
E ainda, depois de alguns meses dando complemento, sempre DEPOIS de amamentar, o leite aumentou e pude parar com o complemento, o que foi uma grande felicidade.

Novamente peço desculpas, não era mesmo uma crítica a amamentação, apenas um consolo às mães que de fato precisam dar complemento.

 

Na aula de gestão de crises em redes sociais que a professora Beatriz Polivanov compartilhou comigo, ela pontua algumas ações possíveis, abaixo. Quais outras poderiam ser feitas? Alguma sugestão?

 

COMO RESOLVER?

Algumas ações possíveis (veja mais detalhes aqui)

  1. Peça desculpas e resolva o problema;
  2. Não apague os comentários negativos!
  3. Determine quem merece resposta (se não for possível responder a todos, procure pelo menos os hubs e autoridades);
  4. Pense e atue rápido;
  5. Seja humano(a).

Aliás, saiba sempre o que dizem sobre sua marca por aí (faça monitoramento).

 

10 dicas de Javier Toret sobre o uso tático do Facebook

Por Bruno Cava, da Rede Universidade Nômade

Sintetizando dez ensinamentos da sensacional oficina de Javier Toret Medina em 16 de novembro, na Glória, Rio de Janeiro:

1) É preciso usar o Facebook pra irradiar o fluxo de atenção a nossos blogues e sites, e não o inverso.

2) Quando escrevemos diretamente no Facebook, o conteúdo fica preso num espaço fechado e proprietário da internet, não guardamos memória, e tampouco permitimos o enredamento desse conteúdo com o que está fora, reforçando a ‘enclosure’.

3) O Facebook pode ter um uso tático desde que não o transformemos no eixo de nossa organização de tempo e atenção na internet, sempre pensado como nó intermediário e “porta de saída”, jamais como destinação final.

4) O uso tático consiste, majoritariamente, na dimensão visual das postagens, além da possibilidade de convocar e organizar eventos. Um uso mais comedido e não “all-over”. Em suma, domine o Facebook sem que ele o domine.

5) A interação via Facebook se limita a comentar, curtir & compartilhar, o que é muita redução de possibilidades, atrofiando nosso senso cognitivo de estabelecer e promover relações.

6) O Facebook favorece a formação de grupos de afinidade bem fechados, dificultando o papel de ‘hubs’, pessoas que transitam e possam perfurar as várias camadas de discurso.

7) O Facebook é facilmente espionável e patrulhável, e já se tornou o foco da atenção das agências governamentais para criminalizar movimentos e ativistas. Boa parte da facilidade de criminalização decorre do caráter identitário/individual dos perfis.

8) Um caminho é insistir na memória e conteúdo dos sites e blogues, bem como de outras redes sociais menos exclusivistas, fechadas e mutiladas.

9) O Tuíter é uma opção insubstituível, com maior potencial de interação, difusão, contágio e fazer-multidão, e também com maior abertura e capacidade de enredamento com o resto da internet.

10) Na conjuntura, precisamos retomar o Tuíter em massa, para organizar campanhas e disseminar conteúdos em tempo real (streamings), usando taticamente as hashtags, o retuíte e os ‘trending topics’.

Anti-ads, culture jamming e anti-publicidade

Conteúdo recolhido durante aula sobre anti-ads, anti e contra-publicidade, culture jamming.

 Da Wikipedia:

Culture jamming (conceito surgido em 1984) é uma tática usada por muitos movimentos anti-consumismo para disrupção ou subversão da cultura midiática e ataque a suas principais instituições culturais, como grandes corporações e marcas. Normalmente se propõe a expor os métodos de dominação da sociedade de consumo de massa e provocar danos progressivos através de ataques que utilizam o remix como arma.

Culture jamming é uma forma de subvertising. Muitas peças assumem lados políticos utilizando a mesma tática da publicidade. Táticas comuns são o ataque a logomarcas, produtos e o atentado ao conceito de “cool”. Também buscam desmontar a ideia que a publicidade tenta vender de “liberdade de escolha”: como assim, liberdade de escolha, mas vendendo os mesmo produtos em massa?

Abaixo, alguns exemplos.

 

 

 

 

Bancos de mídia livre

Por Camila Agustini

1. CREATIVE COMMONS (www.creativecommons.org)

 

2. ARCHIVE (www.archive.org)

 

3. DIGCCMIXTER (http://dig.ccmixter.org/ )

 

4. JAMENDO (www.jamendo.com )

 

4. FREESOUND (www.freesound.org)

 

5. OPSOUND (www.opsound.org )

 

6. DOMINIO PUBLICO (www.dominiopublico.gov.br)

 

7. WIKIPEDIA (www.wikipedia.org)/ WIKIMEDIA (www.wikimedia.org)

 

8. FreeMusic Archive (http://freemusicarchive.org )

 

9. BottledVideo (http://bottledvideo.com/main.html )

 

10. Black and White movies (http://www.bnwmovies.com/ )

 

11. Stockxchng (http://www.sxc.hu/)

 

12. Stockvault (http://www.stockvault.net/ )

 

13. EveryStockPhoto (http://www.everystockphoto.com/ )

 

14. PetitsPlanets (http://petitesplanetes.cc ) / Vincent Moon (https://vimeo.com/vincentmoon )

 

15. BirdSong (http://birdsong.co.il/ )

 

16. Hermeto Pascoal (http://www.hermetopascoal.com.br/)

 

17. Agência Brasil (http://agenciabrasil.ebc.com.br/ )

 

18. FreePlayMusic (http://freeplaymusic.com/)

 

19. FreeVideo (http://freevideo.rt.com/ )

 

 

OUTRAS FERRAMENTAS:

 

Busca detalhada do Google (www.google.com), Vimeo (www.vimeo.com) e Flick (www.flickr.com) permitem refinar pesquisa com critério de busca por licença creative commons.

Manuais: vídeo online e redes sociais

Começamos a produzir em 2011 dois manuais: um sobre vídeo online, e outro sobre redes sociais. Culpa minha, pensando sempre em publicar manuais que fossem referência sobre o assunto, e sendo o ótimo inimigo do bom, e contrariando sobretudo a regra hacker “release early”, os manuais até hoje não foram terminados, nem publicados. Bem, agora estão publicados aqui.

Os guias são fruto do trabalho que desenvolvemos durante anos na Casa da Cultura Digital, e foi produzido em conjunto por muita gente de lá. São uma tentativa de sistematizar o conhecimento que reunimos, em duas frentes:

Manual de distribuição de vídeo online

Como tirar um arquivo de vídeo de um DVD e jogar na web, da melhor maneira possível? Nós tivemos que aprender na marra, e não foi fácil, sem um lugar que pudesse ensinar isso – apenas fóruns de discussões, listas de videomakers, conversas no corredor. Qual o melhor software para converter arquivos? E para juntar partes de vídeos? E como editar um vídeo que veio do celular, e depois jogar na web? Jogar onde?

Este livreto é uma tentativa de juntar esse conhecimento. Traz uma breve explicação sobre formatos de arquivos de vídeo na web, um passo-a-passo em dois sistemas de conversão (VLC e Format Factory), e um guia comparativo sobre plataformas de distribuição de vídeo online. Precisa de atualização (se alguém quiser entrar nessa pode ser uma boa), mas serve pra muita coisa. Tudo isso me ajudou muito.

Manual de Ativação de Redes Sociais

Este trabalho é uma sistematização das redes sociais existentes em 2011/2012, e um guia sobre como trabalhar com elas, e por quê. Twitter, Facebook, FormSpring, Delicious, Flickr, Internet Archive, Tumblr, MySpace, YouTube, Vimeo. E alguns cases de usos de redes.

Tenho mostrado em aulas, e distribuído esses livrinhos por aí (em pdf), mas passou da hora deles estarem na web. Aqui vão.


 

Agradecimentos aos que participaram de alguma maneira aí no projeto, e desculpas se esqueço de alguém: VJ Pixel, Juliana Protássio, Tiago Pimentel e equipe Interagentes, Cardume Estúdio (que ainda eram os irmãos Luiza e Miguel Peixe então), Aloisio Milani (que revisou um trabalho do site Guia do Vídeo Online), o Felipe Lavignatti, que deve ter ajudado com alguma coisa que não lembro, e entre outros tanto aí. Praticamente todos que trabalharam nesses livrinhos não estão mais lá na Casa da Cultura, aliás, mas firmeza, tamos na área.

Jornalismo como curadoria – Storify

Fora do Brasil, mais, e aqui dentro, um pouco menos, fala-se no papel do jornalista como curador das notícias, uma metáfora ao que seria o curador de arte: alguém que escolhe bom material, que dá contexto àquilo, e apresenta ao público uma amostra qualificada de uma produção que não é sua. Partes que, juntas, trarão um sentido maior ao que se deseja mostrar. Simplificando, seria mais ou menos isso.

O Instituto Pointer publicou textos, recentemente, apontando justamente que essa pode ser uma nova configuração de trabalho para os jornalistas, e sugerindo o uso de ferramentas como o Storify. É uma ferramenta online, gratuita, que permite juntar, num mesmo local, comentários e produções de diversas pessoas, em diversos formatos, desde que estejam publicados em sites como twitter, flickr ou youtube, oiu ainda sites de notícias (como o UOL). Já ganhou pelo menos um grande prêmio de inovação no jornalismo (Knight-Batten Awards for Innovations in Journalism).

É uma boa ideia sobretudo para mostrar cronologicamente como as situações foram acontecendo e se desenrolando. Uma revolução árabe, por exemplo. Uma #spanish revolution. Um #Occupy Wall Street.

Fizemos eu e o professor Leonardo Foletto um exercício com alunos da pós-graduação da PUC-SP. Fizemos uma proposta para que algumas histórias fossem recontadas utilizando essa ferramenta. Vejamos os resultados:

Enem é marcado por falhas sucessivas; relembre os episódios (por Ana Carolina Ikeda)

Polêmicas do ECAD (Bráulio Lorentz)

Belo Monte: desinformação e falta de debate (por Carolina Guerra)

Polêmicas na Bienal (por Fábio Padilha Neves)

Wikileaks (por Francisco W.A. de Lima)

A repercussão do câncer de Lula (por Fernando Geronazzo)

Occupy Wall Street (por Giovanna Longo)

Caso Rafinha Bastos e a liberdade de expressão (por Ismara Cardoso)

Jornalistas X Redes Sociais (por Laís Kerry)

Queda dos ministros nos Governo Dilma (por Luiz Guilherme Nunes)

Queda e morte de Kadafi (por Mária Cristina Senra)

USP versus Brigada Militar: a batalha continua (por Noelle Marques)

Ocupa Sampa (por Verônica Garcia)

Novos jornalistas do Brasil

Muitos dos posts que estão publicados neste site foram uma maneira de compartilhar minha pesquisa de mestrado, que investigava justamente o jornalismo digital, ou mais especificamente e como gostam os alguns acadêmicos, o ciberjornalismo. Eu, por certa birra, chamei só de jornalismo na internet.

Compartilho agora o resultado da pesquisa que levou esses dois anos mais ou menos. Devo publicar, num outro post, um resumo do que escrevi, mas já adianto aqui algumas coisas que, quem estiver a fim de ler com mais calma, vai encontrar na conclusão.

Eu buscava na pesquisa quais seriam as novas categorias de trabalho de jornalistas que estão na ponta de um processo de convergência. Fiz uma categorização – que certamente será alvo de polêmica, como já foi na banca e em conversas de bar – que chegou a estes novos profissionais brasileiros:

o jornalista-programador

o jornalista especialista em bancos de dados

o jornalista multimídia

o gestor de mídias sociais

o produtor web

o jornalista empreendedor

Mais detalhes, por hora, você encontra no trabalho abaixo, mas prometo em breve publicar um post-resumo do que seria isso tudo.

 

Aula de Alberto Cairo sobre infografias

Um dos maiores especialistas do mundo em infografia, Alberto Cairo esteve em setembro de 2011 na pós-graduação da PUC-SP para falar um pouco sobre o assunto.

Apresentou principalmente o que seria o principal conceito de seu novo livro, ainda não publicado: El Arte Funcional, título que, explicou, é uma piada com os brasileiros, que sempre chamam os infográficos de “arte” – para ele, o objetivo da infografia é distante do objetivo da arte e deveria ser o mesmo do jornalismo: informar.

Abaixo, a apresentação que ele fez e o áudio da conversa na sala de aula.

El Arte Funcional Alberto Cairo 2011

Fred di Giacomo e os newsgames

Fred Di Giacomo é editor do Internet Núcleo Jovem, da Editora Abril. É um dos principais responsáveis pela introdução dos newsgames no Brasil.

Esteve na PUC, para falar aos alunos da pós-graduação em jornalismo multimídia.

O áudio da aula você ouve aqui.

[display_podcast]

Programa do curso de jornalismo multimídia PUC – 2º semestre 2011

1) Objetivos

A disciplina Design Informacional integra um conjunto de conteúdos da especialização Jornalismo Multimídia voltados à edição da informação a partir de parâmetros das interfaces digitais e de mídias portáteis e ubíquas, com ênfase em aspectos da edição visual e do trânsito entre impresso e digital. Desse conjunto, lembramos que Informação e Tecnologia contempla a compreensão dos chamados pensadores do ciberespaço; Jornalismo Online contempla aspectos da forma, narrativa e linguagem jornalística adaptadas à realidade das mídias digitais e do tempo real; e esign Informacional, objeto deste curso, que pretende fazer a ponte entre conceitos e técnicas, oferecendo aos alunos conhecimentos que irão instrumentalizar sua atuação em termos de compreensão e das ferramentas de aplicação da hipermídia a conteúdos jornalísticos.

É fundamental esclarecer que a proposta do curso não é capacitar os participantes em construir páginas web ou executar o design gráfico e a arquitetura de navegação de um website de conteúdo informativo.

Não pretendemos formar webmasters, mas sim, oferecer a jornalistas envolvidos com publicações digitais conhecimentos para que os mesmos possam interagir com softwares de publicação com webmasters, designers, planejadores de negócio, dentre outros profissionais. Fornecer ainda, capacitação para que o jornalista compreenda todos os aspectos que envolvem a informação digital, desde a geração do conteúdo com características hipermediáticas, sua construção técnica e visual, o seu suporte de dados e telecomunicações, e sua interação com o leitor-usuário.

2) Justificativa

Recorremos aos conceitos desenvolvidos pelo Prof. Dr. Silvio Mieli, da PUC, para apresentar as justificativas do curso de Design Informacional dentro da especialização em Jornalismo Multimídia.

Assim, para ele, “Informação” no contexto do mundo digital pode ser compreendida como a encarnação tecnológica e contemporânea da noção de design. Através da expressão design informacional pretende-se incluir todo um campo de pesquisa que parte da noção de informação como pano de fundo para investigar as interfaces entre comunicação, arte e tecnologia.

A linguagem digital redefine o conceito de informação a que se está acostumado, permitindo a emergência de um novo design a partir da transformação de uma realidade que se desmaterializa (infosfera, videosfera e ciberespaço) e passa de analógica a digital.

Para o jornalista contemporâneo, ainda em concordância com a visão de Silvio Mieli, é fundamental aprofundar como se dá efetivamente a interpenetração entre diferentes meios, e de que forma abrem-se canais hipertextuais e interativos entre comunicador, artista e público. Cada nova tecnologia informacional afeta a experiência contemporânea, moldando e definindo o seu nível de realidade comunicacional, ético e estético. A atividade jornalística exige uma mobilidade e um desdobramento por entre esses níveis de realidade.

 

3) Metodologia

Aulas teórico-conceituais e análises práticas através de estudos de caso

 

4) Cronograma e conteúdo programático

 

8 AULAS

 

AULA 1 . 10/08

Aula inaugural

Apresentação do professor e da turma

Apresentação do curso e definição das regras gerais de seu desenvolvimento.

Cultura Digital e Jornalismo Líquido

 

AULA 2 17/08

Estéticas contemporâneas:

referências

http://infointerativa.wordpress.com/

http://www.coldwarkids.com/iveseenenough/

thewildernessdowntown.com/

http://visualfarm.com.br/

 

Apresentação Narrativas Interativas no Jornalismo do Século 21

 

Tarefa para última aula: análise/reportagem de um case – todas serao publicadas no jornalismodigital.org

 

AULA 3 – 24/08

Guerrilha visual

Exibição Exit through the gift shop

Convidado: Rodrigo Savazoni

 

AULA 4 – 31/08

Novas atividades no jornalismo da internet

Resultados da pesquisa de mestrado

 

07/09 – feriado

 

AULA 5 – 14/09

Estética da Interatividade

Newsgames: Jornalismo Vídeo-game

Palestrante convidado: Fred di Giacomo, Newsgames Editora Abril (confirmado)

 

AULA 6 – 21/09

Possível visita à Casa da Cultura Digital.

Novas estéticas: a informação onde menos se espera. Video Mapping, interfaces corporais e outras pirações

Convidado: VJ Pixel (confirmado)

 

AULA 7 – 28/09

8h-10h Palestrante convidado: Alberto Cairo (confirmado)

 

AULA 8 – 05/10

Novas estéticas: fronteiras tênues entre o documentário e o jornalismo. Que fronteiras, aliás?

Professores convidados: Garapa.org (confirmado)