Fundamentos do jornalismo online: curso da pós-graduação na Unimep

Nos meses de abril e maio de 2011 estou com a disciplina Fundamentos do jornalismo online na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), parte do curso da pós-gradua

ção em jornalismo multimídia (cinco aulas, 20 horas no total).

Dividimos a sala em 5 grupos, que ficaram responsáveis por aprender, praticar e desenvolver um produto e um breve manual sobre cinco temas, escolhidos por eles: vídeos online, podcasts, mapas, fotografias e redes sociais.

Abaixo, publico alguns links de coisas que estamos vendo nas aulas, a ementa e a bibliografia do curso. O resultado do trabalho dos alunos será publicado assim que estiver revisado.

Ementa: A partir de discussões que evidenciem as particularidades da multimídia, aplicadas ao Jornalismo Digital, a disciplina busca analisar as transformações tecnológicas dos meios de comunicação e o papel da hipermídia na construção de narrativas não-lineares baseadas em hiperlinks de áudio, vídeo, texto e animação.

Datas: 2/4 , 9/4, 30/4, 7/5 e 14/5

Aula 1

Da Contracultura à Cibercultura
O princípio da Web – como tudo começou
Internet e Web são coisas diferentes (a discussão sobre o fim da Web)
Web is dead. Long Live the internet

How stuff works:
Internet versus Web

Mais: http://computer.howstuffworks.com/internet/basics/internet-versus-world-wide-web.htm

Como a Web funciona?
Domínios: Registro.br
Whois – como saber de quem é um site? Aqui tem o endereço e o telefone dos responsáveis.

Controle e Anonimato na rede
O governo pode desligar a Web?

Mapa dos Backbones brasileiros: http://www.rnp.br/backbone/

Juiz manda desligar YouTube no Brasil

Na China.

O governo pode te achar? Todo mundo pode te achar?

Vanish: Evan Ratliff desaparece na Wired
Podcast
reportagem

Repórteres Sem Fronteiras: Handbook for cyber dissidents
(ou, como publicar de maneira anônima)
http://en.rsf.org/spip.php?page=article&id_article=33844

Artigo do professor Sergio Amadeu
Redes cibernéticas e tecnologias do anonimato

Electronic Frontier Foundation
http://www.eff.org/issues/bloggers

Por fim: Lei Azeredo pode ter revival?

Aula 2
Ferramentas para produção de jornalismo online
Guia de Proficiência do Repórter Multimídia, por Mindy McAdams

RGMP – Reporters Guide to Multimedia Proficiency book

Os mini-manuais serão produzidos segundo o modelo do livro de Mindy McAdams, acima. Também poderá ajudar o Manual de Laboratório de Jornalismo na Internet, feito na UFBA pelo Marcos Palacios e Beatriz Ribas, do Gjol.

Em seguida, algumas referências que poderão auxiliar os grupos. Ainda aumentarei a quantidade de links e sugestões de sites, mas já é possível começar os trabalhos por aí.

Fotografia

Ag̻ncia Brasil Рfotos licenciadas em Creative Commons, inclusive para uso comercial

Stock X Change – banco de imagens profissional a partir de U$ 1 dólar

Flickr Рop̤̣o de busca por fotos licenciadas em Creative Commons

MorgueFile – fotos liberadas inclusive para uso comercial

Vídeos

UStream

Livestream

VideoSurf: Mecanismo de busca que lê imagens e entende as falas dentro dos vídeos

Para entender mais: Guia do Vídeo Online

Podcasts

Digg CC Mixter Рm̼sicas liberadas em Creative Commons

Jamendo Рm̼sicas com download gratuito

Bird Song Рsite israelense de m̼sica livre

Mapas

Umapper: ferramenta bem simples para construir mapas

Google maps: o mais usado sistema para criar informações em mapas. Aqui tem um manual de uso
mapa mancha de óleo

Ativação e Gestão de Redes Sociais

Atualmente, o jornalismo online também se faz e/ou se propaga a partir da conversa com seu público. Entender e usar bem as redes sociais é fundamental. Cerca de 30% do acesso de grandes sites de notícias já vem de Twitter ou Facebook. Aprenda a usar para os devidos fins.

Abaixo, um manual interessante de uso destas redes, que pode ter conteúdos interessantes para quem se interessa em ativação das redes.

Tactical Technology Collective
(guias para transformar informação em ação: destaque para mapas e redes sociais)
http://www.tacticaltech.org/

EM CONSTRUÇÃO: o post será atualizado conforme as aulas evoluem. Ao final, o conteúdo das aulas estará disponível aqui.

Se você tiver alguma dica útil de ferramentas ou sites interessantes, por favor deixe um comentário.

Um relato do Newscamp 2010

Foto: Coletivo UARA (buy cialis online

hotos/flimultimidia” target=”_blank”>mais fotos aqui)

A edição de 2010 do Newscamp atraiu muito mais do que apenas jornalistas para discutir jornalismo na internet. Advogados, músicos, acadêmicos, graduandos e graduados, blogueiros, além dos próprios jornalistas e vários profissionais de várias outras áreas da comunicação participaram durante dois dias da desconferência que aconteceu durante o Fórum da Cultura Digital Brasileira. Todos compartilharam experiências e deram início a alguns projetos coletivos.

O modelo de desconferência é permitir mais do que simples apresentações de uma mesa e debates: é um encontro aberto, onde todas as pessoas falam e participam com ideias que não morrem no evento. Para acompanhar um pouco do que foi discutido e apresentado, listamos abaixo algumas das conversas.

Formação, financiamento do jornalismo online e outros assuntos foram os primeiros a entrar na discussão, logo na manhã de segunda-feira. Aqui tem alguns depoimentos sobre.

Jornalismo colaborativo

Há controvérsias sobre como nomear o jornalismo em que o público participa de alguma maneira: colaborativo, participativo, cidadão, grassroots. O Rafael Sbarai (Veja), colocou no blog De Repente a apresentação que acabou não fazendo, mas que tem muito do debate que foi feito. A Ana Brambilla também falou sobre isso, grande pesquisadora do tema que é. Mas para além do debate semântico, também há quem diz fazer jornalismo colaborativo e apenas abre uma caixa de comentários numa reportagem. Há quem vá mais longe e discuta a pauta com o público, ou tente realizar reportagens com ajuda do cidadão na apuração.

Ana Brambilla conversou com o fundador do OhMyNews, que deixou de ser um veículo colaborativo em setembro, depois de 10 anos de experiências nesse sentido. Muitos viram isso com preocupação, de que o modelo estaria em decadência. Ana contou que o argumento deles é que não havia um público bem definido para o veículo colaborativo internacional, já que a tentativa era cobrir o mundo todo. Sem isso, o financiamento também ficava prejudicado. A avaliação é que o colaborativo funciona, mas principalmente para notícias locais.

Data driven journalism

O debate sobre jornalismo em base de dados também começou com polêmicas sobre o próprio nome da discussão. Seria todo jornalismo digital um jornalismo feito sobre base de dados, uma vez que os bits estão organizados assim?, argumentava a pesquisadora Caru Schwingel. Para ela, seria melhor falar em webjornalismo.

Pedro Valente, do Yahoo! (ouça entrevista dele aqui), contou que começou a investigar programação como jornalista porque queria ele mesmo tentar subir suas páginas para a internet. Hoje ele é um jornalista que entende de programação e que não gosta de rótulos. As fronteiras entre funções e profissões andam cada vez menos claras.

Durante o NewsCamp, Pedro Markun e Daniela Silva, da Esfera, empresa que faz parte da Casa da Cultura Digital, fizeram uma oferta de uma microbolsa de R$ 2 mil para projetos que trabalhem a abertura de dados. “Pode ser qualquer coisa, desde um curso para que jornalistas aprendam programação, até projetos que contratem um designer, ou um programador, para ajudar a realizar um trabalho”. Mais infos sobre a microbolsa, aqui.

Também surgiu ali uma proposta mais concreta: o jornalista Marcelo Soares (MTV), especialista em RAC (reportagem com com auxílio do computador, outro nome que gerou polêmica), organizou uma planilha com todas as obras do PAC. A ideia seria tentar construir o que já foi feito nos EUA, que é uma interface colaborativa de acompanhamento das obras do governo. Nenhuma redação tem capacidade para investigar todas as 2.600 obras, mas os cidadãos poderiam. Cada um poderia ser uma uma espécie de fiscal do PAC. A Esfera de um lado (Markun e Dani Silva), a FLi Multimídia de outro (Andre Deak e Felipe Lavignatti), que são algumas das empresas integrantes da Casa da Cultura Digital que estavam no NewsCamp, decidiram que vão levar adiante o projeto e integrá-lo a rede Transparência HackDay. Quem quiser participar desse projeto, junte-se à rede aqui.

Link do grupo de discussão, a rede ThackDay.

Link do site do projeto Transparência Hacker.

Abaixo, a Rede Brasil Atual fez um resumo do resultado do Newscamp:

http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/jornalismo_era_digital.mp3/view

E aqui tem um videozinho do que rolou: http://www.vimeo.com/16856964

E eis também alguns dos que acompanharam o #newscamp pelo Twitter (quem quiser indicar o site ou o blog, avise na caixa de comentários):

@alzimar
@anabrambilla (Terra)
@andredeak (Jornalismo Digital.org)
@caru (Cásper Líbero)
@ceila (Desabafo de Mãe)
@danielabsilva (Esfera)
@diegocasaes (Global Voices)
@emiliomoreno
@fabiomalini
@gilmar_
@juba7
@lavignatti (Jornalismo Digital.org)
@lucianosb
@lueba
@magalyprado (Cásper Líbero)
@markun (Esfera)
@nannirios
@pedrovalente (Yahoo!)
@rafaelsbarai (Veja.com)
@tsavkko