Quem mexeu no meu jornalismo?

Lá se vão quase 15 anos desde o fim da faculdade de jornalismo. Tinham acabado com as máquinas de escrever na redação da faculdade Cásper Líbero no ano anterior ao que entramos, que foi 1998. Por pouco não pegamos a aula de taquigrafia. Mas ainda fui um dos últimos a entrar no jornalismo como muitos de nós entrávamos então: pela porta do telemarketing. Hoje, as redes sociais são o telemarketing 2.0 pra onde vão os estagiários de comunicação.

A época em que estive na graduação de jornalismo, entre 98 e 2001 (depois de um breve período na Fatec, fazendo mecatrônica), foi um tempo interessante: o começo da web gráfica no Brasil, o UOL como provedor de acesso (meu primeiro email foi do uol), o estouro da primeira bolha da internet. Na época, o fetiche era o new journalism, e todo mundo queria ser o Truman Capote, o Gay Talese. Tivemos alguns grandes professores, um deles Marcos Faerman, apaixonado por literatura e jornalismo, editor do jornal experimental Esquinas de São Paulo. Aloysio Biondi, grande jornalista econômico que denunciava a privatização e ensinava a ler jornal: “procurem a notícia que está escondida aí em algum lugar. Claro que não é no título”. Isso pra citar apenas os que já se foram.

Mas, bem, por muitos caminhos, mudamos nós e mudou o jornalismo. E não foi pouco. E toda mudança gera angústia e medo, o que é natural. Mais confortável ficar num ambiente bem conhecido, em vez de cair pra onde não sabemos as regras. Isso explica muita coisa no jornalismo, se formos olhar bem.

O jornalista Caio Tulio Costa publicou um belo estudo numa revista de jornalismo da ESPM, disponível na íntegra no Observatório da Imprensa, sobre novos modelos de negócio para o jornalismo digital. É uma espécie de continuação de outro estudo, que fala num jornalismo pós-industrial. Ambos apontam mudanças fundamentais que demoram a ser entendidas por aqui. Ainda tem muita gente acreditando que o melhor jornalismo é o bom e velho jornalismo. E é aí que chegamos ao papo de quarta-feira, dia 07 de maio.

Pela primeira vez, cinco grandes faculdades de jornalismo de São Paulo se juntam para tentar imaginar o futuro da profissão, das universidades, dos jornalistas.

O debate “Quem mexeu no meu jornalismo?” é uma iniciativa de professores da Escola de Comunicações e Artes da USP, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), da Faculdade Cásper Líbero, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

O evento irá discutir o que está ocorrendo com o jornalismo, como ele pode ser daqui em diante, para onde vai a profissão, quando isso tudo deve acontecer, para quem o jornalista irá trabalhar – inclusive se quiser demitir seus chefes – e por que debates como esse são úteis.

“Quem mexeu no meu jornalismo?” poderá ser visto em tempo real pela internet e as perguntas vinculadas à hashtag #jornalismo5 serão incluídas no debate.

Se você for estudante de jornalismo, acho que pode ser uma boa você aparecer. Se você for um jornalista pensando em trabalhar num modelo digital do século 21, também pode ser uma boa. Não é um debate pra ficar de #mimimi. É uma reunião pra gente contar o que tem feito, o que tem visto, e as oportunidades que estão à solta.


Programação:

Mediador: Guilherme Alpendre, diretor-executivo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

ABERTURA
Carlos Costa (Casper Líbero) e Maria Elisabete Antonioli (ESPM)

Mesa 1
#financiamento
É possível viver de jornalismo?
Como financiar a produção e circulação de notícias

РAndr̩ Deak, Casa de Cultura Digital, Liquid Media Laab e professor da ESPM;
РAndr̩ Santoro, professor do Mackenzie;
– Leonardo Sakamoto, Repórter Brasil, UOL e professor da PUC-SP;
– Natália Viana, Agência Pública.

Mesa 2
#narrativas
O jornalista morreu?
O deslocamento da atividade jornalística em uma realidade pós-industrial

– Bob Fernandes, TV Gazeta e Terra Magazine ;
– Elizabeth Saad, professora da ECA-USP;
РJos̩ Roberto Toledo, Estado de S.Paulo e Rede TV;
– Renato Rovai, Revista Fórum e professor da Fundação Cásper Líbero.

Serviço:

Local: Auditório da Fundação Cásper Líbero: Avenida Paulista, 900
Data: Dia 7 de maio, quarta-feira, das 19h às 21h30
O evento é gratuito e a entrada se dará por ordem de chegada até a lotação do auditório.

 

No face: https://www.facebook.com/events/376522879152683/?fref=ts

Crise nas redes sociais – caso Revista Pais & Filhos

Gestão de crises nas redes sociais tem sido um assunto cada vez mais discutido em faculdades, mas pouco pensado ainda em muitas empresas, que não sabem muito bem como lidar com problemas que tomam, às vezes, proporções bem grandes, e que podem ficar maiores com ações equivocadas.

O caso da revista Pais & Filhos é interessante porque demostra bem isso: crise gerada, resposta pouco convincente (apesar de rápida, para os padrões jornalísticos), e a rede segue furiosa, com razão.

A crise tem início com a publicação de um post num dos blogs da revista, feito pela roteirista da Globo Mariana Reade, numa defesa do leite em pó em vez do leite materno. Ao lado do post, o banner com o patrocínio da Danone, numa oferta de leite em pó. Difícil provar que foi um caso de post pago, mas as evidências – e a defesa tão enfática e cheia de problemas factuais, pra não dizer mentiras – fizeram com que diversas mães se revoltassem contra o post, a revista, a autora, a marca que anuncia na revista. Não faltou pra ninguém.

Alguns trechos do post original (apagado pela revista), para uma breve noção da barbaridade. Antes, um contexto: o blog é uma espécie de “olha quem está falando”, em que o bebê compartilha seus pensamentos. Muito original, se estivéssemos nos anos 80, mas isso não vem ao caso. Aos fatos:

O problema é o de sempre: minha mãe não me ouve. Ela fica achando que eu tô chorando de cólica, e eu tô chorando de fome! Cólica é uma coisa que eles dizem para todos os problemas que a gente tem.

(…) Tô dizendo isso porque aqui onde nasci, no Brasil, está super na moda amamentar! Então a maravilhosa invenção do leite em pó anda malvista… E nem passa pela cabeça da minha mãe – que, infelizmente, se influencia pelo o que pensa a maioria – que eu seria muito mais feliz se ganhasse, depois do peito, um pouquinho de leite em pó.

Tem uma senhora muito simpática que vem quase todo dia aqui em casa. (…) De vez em quando, ela fala para alguém: “Ah, se a mãe dela saísse um pouquinho, eu bem que dava uma mamadeira bem grande, aposto que esse bebê está chorando de fome”. A Maria, que não liga pra moda, tem boa intuição. Mas nada da minha mamãe sair de casa…

A revolta na rede foi instantânea. Mais de 3.500 comentários no post – via facebook, porque os comentários só são permitidos via facebook. O que é bom para divulgar a conversa na rede, é péssimo quando se trata de uma crise – especialmente se não houver disposição para entrar na rede e ouvir.


Diversos sites importantes no nicho de mercado da revista fizeram posts detonando, o que ajudou a espalhar ainda mais a revolta.

Mulher que corre com os Lobos

Vila Mamífera (que propõe boicote e denúncia ao CONAR)

O jornal A Tarde, que publica no UOL.

 

A revista fez um erramos, e publicou no slide principal de sua home. Dentro do próprio blog, apagou o post e não há vestígios – um problema, porque quem leu ali leu, e jamais saberá (se não for pra homepage) que leu informação equivocada.

 

A própria Danone publicou uma nota, afirmando não ter sido um post pago, lamentando as opiniões da blogueira e o vínculo com a marca que ocorreu. Poderia exigir não aparecer mais na página da blogueira, se não quisesse retirar todo o patrocínio – essa sim uma ação que seria muito bem vista na comunidade toda. Não existem outras opções no mercado para anunciar para este público, será?

A blogueira publicou no Facebook da revista também uma espécie de retratação. Deveria ter feito um post no próprio canal de comunicação que comanda. Vejam a retratação:

NOTA DA AUTORA:

Caros leitores,
Peço desculpas para quem ficou ofendido, não era de forma alguma uma crítica a amamentação.
Queria explicar que sou totalmente a favor da amamentação, e amamentei durante um ano e meio.

Queria também explicar que a MARGARIDA é uma personagem de ficção, e o que ela estava falando sobre MODA era só uma maneira de criticar a mãe, que justamente por querer tanto amamentar, não queria dar o complemento.

Iinfelizmente tive que dar complemento, apesar de ter ficado muito triste com isso, porque ela continuava com o mesmo peso depois de um mês. Fui em três pediatras e os três recomendaram assim, complemento depois do peito.

A maneira de escrever expressa o ponto de vista de uma bebê, que não sabia porque a mãe não dava leite em pó, já que o leite do peito era pouco. Era isso o que a Margarida queria dizer: por que a mãe – que não tinha leite suficiente – não lhe dava complemento?

De fato é muito frustrante e difícil ter que dar complemento, e a Margarida estava relativizando isso.
E ainda, depois de alguns meses dando complemento, sempre DEPOIS de amamentar, o leite aumentou e pude parar com o complemento, o que foi uma grande felicidade.

Novamente peço desculpas, não era mesmo uma crítica a amamentação, apenas um consolo às mães que de fato precisam dar complemento.

 

Na aula de gestão de crises em redes sociais que a professora Beatriz Polivanov compartilhou comigo, ela pontua algumas ações possíveis, abaixo. Quais outras poderiam ser feitas? Alguma sugestão?

 

COMO RESOLVER?

Algumas ações possíveis (veja mais detalhes aqui)

  1. Peça desculpas e resolva o problema;
  2. Não apague os comentários negativos!
  3. Determine quem merece resposta (se não for possível responder a todos, procure pelo menos os hubs e autoridades);
  4. Pense e atue rápido;
  5. Seja humano(a).

Aliás, saiba sempre o que dizem sobre sua marca por aí (faça monitoramento).

 

10 dicas de Javier Toret sobre o uso tático do Facebook

Por Bruno Cava, da Rede Universidade Nômade

Sintetizando dez ensinamentos da sensacional oficina de Javier Toret Medina em 16 de novembro, na Glória, Rio de Janeiro:

1) É preciso usar o Facebook pra irradiar o fluxo de atenção a nossos blogues e sites, e não o inverso.

2) Quando escrevemos diretamente no Facebook, o conteúdo fica preso num espaço fechado e proprietário da internet, não guardamos memória, e tampouco permitimos o enredamento desse conteúdo com o que está fora, reforçando a ‘enclosure’.

3) O Facebook pode ter um uso tático desde que não o transformemos no eixo de nossa organização de tempo e atenção na internet, sempre pensado como nó intermediário e “porta de saída”, jamais como destinação final.

4) O uso tático consiste, majoritariamente, na dimensão visual das postagens, além da possibilidade de convocar e organizar eventos. Um uso mais comedido e não “all-over”. Em suma, domine o Facebook sem que ele o domine.

5) A interação via Facebook se limita a comentar, curtir & compartilhar, o que é muita redução de possibilidades, atrofiando nosso senso cognitivo de estabelecer e promover relações.

6) O Facebook favorece a formação de grupos de afinidade bem fechados, dificultando o papel de ‘hubs’, pessoas que transitam e possam perfurar as várias camadas de discurso.

7) O Facebook é facilmente espionável e patrulhável, e já se tornou o foco da atenção das agências governamentais para criminalizar movimentos e ativistas. Boa parte da facilidade de criminalização decorre do caráter identitário/individual dos perfis.

8) Um caminho é insistir na memória e conteúdo dos sites e blogues, bem como de outras redes sociais menos exclusivistas, fechadas e mutiladas.

9) O Tuíter é uma opção insubstituível, com maior potencial de interação, difusão, contágio e fazer-multidão, e também com maior abertura e capacidade de enredamento com o resto da internet.

10) Na conjuntura, precisamos retomar o Tuíter em massa, para organizar campanhas e disseminar conteúdos em tempo real (streamings), usando taticamente as hashtags, o retuíte e os ‘trending topics’.

Anti-ads, culture jamming e anti-publicidade

Conteúdo recolhido durante aula sobre anti-ads, anti e contra-publicidade, culture jamming.

 Da Wikipedia:

Culture jamming (conceito surgido em 1984) é uma tática usada por muitos movimentos anti-consumismo para disrupção ou subversão da cultura midiática e ataque a suas principais instituições culturais, como grandes corporações e marcas. Normalmente se propõe a expor os métodos de dominação da sociedade de consumo de massa e provocar danos progressivos através de ataques que utilizam o remix como arma.

Culture jamming é uma forma de subvertising. Muitas peças assumem lados políticos utilizando a mesma tática da publicidade. Táticas comuns são o ataque a logomarcas, produtos e o atentado ao conceito de “cool”. Também buscam desmontar a ideia que a publicidade tenta vender de “liberdade de escolha”: como assim, liberdade de escolha, mas vendendo os mesmo produtos em massa?

Abaixo, alguns exemplos.

 

 

 

 

Mídia Gaysha

Relato Bafônico da GAYSHA @Paulinho inn Fluxus do @TANQ_ Rosa CHOQ_. Acompanhe as cenas dos próximos capítulos:

“Bafoh !

Mal sabe a imprensa, o quanto os membros da Mídia GAYSHA foram essenciais para a construção do que veio a ser a Mídia NINJA.

O Tanq_ ROSA Choq_ que se soma nessa abertura GAYSHA de experimentação autônoma de linguagem, esteve presente em 2011 na organização da Marcha da Liberdade. Articulou junto da comissão de comunicação a primeira transmissão ao vivo de dentro das manifestações no Brasil. Realizada com uma mala de streamming. Que depois veio gerar a Pós TV.

Ao longo de 2012/2013 dentro do movimento ‘Existe Amor em SP’ do qual o TANQ_ faz parte, foi articulado a Midia NINJA, como uma abertura de comunicação pra fazer a cobertura das intervenções e movimentos das ruas. O TANQ_ ofereceu o seu chassi de carrinho de supermercado e sua tecnologia, para que saíssem dos estúdios e se soltassem dos cabos.

1.a matéria do Estadão sobre os NINJAs diz “Até fevereiro deste ano, as transmissões fora do estúdio ou de um espaço para shows tinham mobilidade limitada. Eles se muniam de cabos de até 300 metros para conectar as câmeras à internet e tinham de se restringir a esse raio de ação. Foi durante o carnaval que, em conjunto com o coletivo Tanque Rosa Choque, da USP, criaram seu caminhão link. A ideia era construir um minitrio elétrico para animar os blocos de carnaval que inundaram os quarteirões de diferentes regiões da cidade. Em um carrinho de supermercado, reuniram duas caixas de som, um gerador, uma mesa de som e laptops. ”

Durante todas as conversas com os membros do FdE, sempre se afirmou que o NINJA era muito mais do Existe Amor em SP do que do FdE. Sempre. Que fazia parte da pós-marca do FdE, enquanto encubadora. Que o NINJA tinha autonomia.

Eis minha surpresa ao ver que haviam decidido que Pablo Capilé iria representando o FdE ao se discutir a Mídia NINJA no Roda Viva. Ao invés de deixar a cria explodir em seu potencial, livre e com autonomia. Focando no debate em relação à democratização do jornalismo. Percebeu-se a grande oportunidade de colar a marca do FdE, nesta exposição midiática positiva que o NINJA havia gerado. O oportunismo de adequar o discurso com a situação dessa vez afirmou que o FdE havia criado o NINJA. Não sou e nunca fui do FdE e corroborei nessa iniciativa pelo potêncial que cabe e se expressa nela. Nem se falou do Existe Amor em SP, pois já não interessava mais, como viemos a ver mais a frente.

A proposta da base móvel de dispáros e captação estéticos, foi formulada por escrito, inicialmente em 2010 em matéria de Multimídia e Intermídia na USP. Foi primeiramente implementada na apresentação Pixel Pixo no MIS em 2010, organizada com Pedro Paulo Rocha. Com projeções ao vivo na tela do cinema, vinda das transmissões e intervenções diretas de luz, vindas da rua com TANQ_, sendo mixadas ao vivo em som e imagem.

Nossa batalha no TANQ_ sempre foi e sempre será de apoio a liberdade e autonomia do movimento pelo movimento. De realmenta abrir compartilhar os códigos. Ir além da autoria e da marca. Por isso lançamos a Mídia GAYSHA, assim como apoiamos a formação de outras Mídias LIVRES, como a Mídia NINJA, como a Mídia Negra, e muitas outras que virão e precisam ter espaço pra isso.

Discutir o Fora do Eixo pelo sucesso e a recente construção da Mídia NINJA me parece um equivoco. Muito mais perspectivas virão.

Mas estamos aí e não vamos aceitar intimidações. Que a Midia Livre honre o seu nome e que a liberdade e a descentralização da rede não sofram perigo de um centro querer ditar caminhos do que realmente pode ser uma experiência livre. Que se abram novas fissuras de linguagem e experimentação nessa relação corpo_mídia_rede_rua_movimento. Nossa estréia na Mídia GAYSHA já deu o que falar. E ainda dará muito mais.

Acompanhem os próximos capitulos dos dispáros estéticos da www.facebook.com/MídiaGAYSHA .
Não basta só o relato. Tem que arrasar !

‪#‎ALOKA‬

‪#‎foraChuchu‬ ‪#‎midiaGAYSHA‬ ‪#‎midiaNINJA‬ ‪#‎TANQ_‬ ‪#‎rosachoque‬ ‪#‎ExisteAmoremSP‬ ‪#‎FdE‬ ‪#‎ForadoEixo‬

para ler a matéria do Estadão: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,no-meio-do-redemunho,1050880,0.htm

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1326816-midia-gaysha-quer-ser-uma-alternativa-aos-ninjas.shtml

Bancos de mídia livre

Por Camila Agustini

1. CREATIVE COMMONS (www.creativecommons.org)

 

2. ARCHIVE (www.archive.org)

 

3. DIGCCMIXTER (http://dig.ccmixter.org/ )

 

4. JAMENDO (www.jamendo.com )

 

4. FREESOUND (www.freesound.org)

 

5. OPSOUND (www.opsound.org )

 

6. DOMINIO PUBLICO (www.dominiopublico.gov.br)

 

7. WIKIPEDIA (www.wikipedia.org)/ WIKIMEDIA (www.wikimedia.org)

 

8. FreeMusic Archive (http://freemusicarchive.org )

 

9. BottledVideo (http://bottledvideo.com/main.html )

 

10. Black and White movies (http://www.bnwmovies.com/ )

 

11. Stockxchng (http://www.sxc.hu/)

 

12. Stockvault (http://www.stockvault.net/ )

 

13. EveryStockPhoto (http://www.everystockphoto.com/ )

 

14. PetitsPlanets (http://petitesplanetes.cc ) / Vincent Moon (https://vimeo.com/vincentmoon )

 

15. BirdSong (http://birdsong.co.il/ )

 

16. Hermeto Pascoal (http://www.hermetopascoal.com.br/)

 

17. Agência Brasil (http://agenciabrasil.ebc.com.br/ )

 

18. FreePlayMusic (http://freeplaymusic.com/)

 

19. FreeVideo (http://freevideo.rt.com/ )

 

 

OUTRAS FERRAMENTAS:

 

Busca detalhada do Google (www.google.com), Vimeo (www.vimeo.com) e Flick (www.flickr.com) permitem refinar pesquisa com critério de busca por licença creative commons.

Instituto cultural Google

Vale a pena gastar uns minutos, horas, navegando pelo Instituto Cultural do Google.

Além dos acervos digitalizados de museus, que já existem no Art Project, existem coleções especiais que recontam momentos históricos.

http://www.google.com/culturalinstitute/project/historic-moments

São especiais multimídia, ao melhor estilo de curadoria da informação.

Perca-se.

Pelo menos um

Acaba de sair do forno mais um trabalho do Portal NE10, feito em parceria com o Jornal do Commercio. O webdocumentário “Pelo menos um” revela a história de vida e lutas de ex-meninos e meninas de rua de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, que se conheceram há 10 anos em uma ONG. Só um deles conseguiu quebrar o ciclo da pobreza. Retrato de um Brasil ainda muito desigual e cruel.

Na página, o internauta tem acesso ao webdocumentário dividido em três episódios, que conta ainda com infográficos animados, galeria de fotos e textos extras:

http://especiais.ne10.uol.com.br/pelomenosum/

O material foi produzido pelas jornalistas Ciara Carvalho, do Jornal do Commercio, e por mim, do Portal NE10, com design de Bruno de Carvalho/ NE10 e fotos de Hélia Scheppa/ JC Imagem.

Para começar a entender as ruas

Nenhum veículo de comunicação, nenhum político, e nem mesmo quem está participando da tomada das ruas está conseguindo entender completamente o que está acontecendo. Talvez seja mesmo cedo para explicar qualquer coisa, mas estou reunindo uma coleção de textos, imagens, e coberturas que podem auxiliar no processo, a longo prazo.

Quem quiser compartilhar textos e material multimídia interessante, pode ficar à vontade.

Manuais: vídeo online e redes sociais

Começamos a produzir em 2011 dois manuais: um sobre vídeo online, e outro sobre redes sociais. Culpa minha, pensando sempre em publicar manuais que fossem referência sobre o assunto, e sendo o ótimo inimigo do bom, e contrariando sobretudo a regra hacker “release early”, os manuais até hoje não foram terminados, nem publicados. Bem, agora estão publicados aqui.

Os guias são fruto do trabalho que desenvolvemos durante anos na Casa da Cultura Digital, e foi produzido em conjunto por muita gente de lá. São uma tentativa de sistematizar o conhecimento que reunimos, em duas frentes:

Manual de distribuição de vídeo online

Como tirar um arquivo de vídeo de um DVD e jogar na web, da melhor maneira possível? Nós tivemos que aprender na marra, e não foi fácil, sem um lugar que pudesse ensinar isso – apenas fóruns de discussões, listas de videomakers, conversas no corredor. Qual o melhor software para converter arquivos? E para juntar partes de vídeos? E como editar um vídeo que veio do celular, e depois jogar na web? Jogar onde?

Este livreto é uma tentativa de juntar esse conhecimento. Traz uma breve explicação sobre formatos de arquivos de vídeo na web, um passo-a-passo em dois sistemas de conversão (VLC e Format Factory), e um guia comparativo sobre plataformas de distribuição de vídeo online. Precisa de atualização (se alguém quiser entrar nessa pode ser uma boa), mas serve pra muita coisa. Tudo isso me ajudou muito.

Manual de Ativação de Redes Sociais

Este trabalho é uma sistematização das redes sociais existentes em 2011/2012, e um guia sobre como trabalhar com elas, e por quê. Twitter, Facebook, FormSpring, Delicious, Flickr, Internet Archive, Tumblr, MySpace, YouTube, Vimeo. E alguns cases de usos de redes.

Tenho mostrado em aulas, e distribuído esses livrinhos por aí (em pdf), mas passou da hora deles estarem na web. Aqui vão.


 

Agradecimentos aos que participaram de alguma maneira aí no projeto, e desculpas se esqueço de alguém: VJ Pixel, Juliana Protássio, Tiago Pimentel e equipe Interagentes, Cardume Estúdio (que ainda eram os irmãos Luiza e Miguel Peixe então), Aloisio Milani (que revisou um trabalho do site Guia do Vídeo Online), o Felipe Lavignatti, que deve ter ajudado com alguma coisa que não lembro, e entre outros tanto aí. Praticamente todos que trabalharam nesses livrinhos não estão mais lá na Casa da Cultura, aliás, mas firmeza, tamos na área.